Keywords
Endometriosis. Pathophysiology. Genes. microRNAs. Adhesion. Apoptosis.
LISTAS
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs na
endometriose peritoneal superficial (S), endometriose infiltrante profunda (P) e
endometrioma ovariano (O)………………………………………………………………34
Figura 2. Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs de
endométrio eutópico controle (CE) e endométrio eutópico de mulheres com endometriose
(EE)……………………………………………………………………………………….35
Figura 3: Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs no
endométrio eutópico de mulheres com endometriose peritoneal superficial (ES),
endometriose infiltrante profunda (EP), endometrioma ovariano (EO) e endométrio eutópico
do controle (CE)…………………………………………………………………………..36
Figura 4: Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs na
lesão ectópica e no endométrio eutópico correspondente de mulheres com endometriose.
Endometriose peritoneal superficial (S), endometriose infiltrante profunda (P) e
endometrioma ovariano (O)………………………………………………………………37
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Cálculo do tamanho amostral utilizando pacote pwr do software R...............28
Tabela 2: Dados das pacientes com Endometriose…………………………………….32
Tabela 3: Variáveis demográficas das pacientes do estudo…………………………....33
SUMÁRIO
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 15
1.1 Endometriose ........................................................................................................ 16
1.2 Fenótipos da endometriose ................................................................................... 17
1.3 Fisiopatogenia da endometriose ............................................................................ 18
1.4 Endometriose e vias de adesão e apoptose ........................................................... 19
1.5 Os microRNAs ...................................................................................................... 20
1.6 Endometriose e microRNAs ...................................................................................... 21
2. OBJETIVOS .................................................................................................................... 24
2.1 Objetivos gerais ......................................................................................................... 25
2.2 Objetivos específicos ................................................................................................. 25
3. PARTICIPANTES E MÉTODOS ................................................................................... 26
3.1 Participantes .............................................................................................................. 27
3.1.1. Critérios de Inclusão e Exclusão: .......................................................................... 27
3.2 Cálculo do tamanho amostral: ................................................................................... 27
3.3 Coleta e processamento do material: ......................................................................... 28
3.3.1 Extração de RNA do tecido .................................................................................... 28
3.3.2 Integridade e quantificação ..................................................................................... 29
3.3.3 Síntese de DNA complementar (cDNA) ................................................................ 29
3.3.4 RQ-PCR .................................................................................................................. 29
3.4 Análise estatística ...................................................................................................... 30
3.5 Aspectos éticos .......................................................................................................... 30
4. RESULTADOS ............................................................................................................... 31
5. DISCUSSÃO ................................................................................................................... 39
6. CONCLUSÃO ................................................................................................................. 47
7. REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 50
8. ANEXOS ......................................................................................................................... 58
INTRODUÇÃO
16
1. INTRODUÇÃO
1.1 Endometriose
A endometriose é uma doença inflamatória caracterizada pela presença e
crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina, chamado de endométrio
ectópico (POLINESS et al., 2004). Em pacientes com a doença, o tecido endometriótico
é comumente encontrado na cavidade pélvica, no peritônio pélvico, ovários, septo reto-
vaginal, bexiga, intestino e, mais raramente, no pericárdio, pleura, fígado, rim e cérebro
(GIUDICE; KAO, 2004).
A sintomatologia da endometriose envolve dismenorréia, dispaurenia, dor pélvica
não cíclica, disquezia, disúria, alterações nos hábitos intestinais e, frequentemente,
infertilidade (FASSBENDER et al., 2015). Esses sintomas provavelmente estão
associados a uma reação inflamatória peritoneal local ocasionada pelos implantes
endometriais ectópicos que sofrem sangramento cíclico (MANOLOV A; ZASHEV A;
STAMENOV A, 2011). No entanto, a apresentação clínica é muito variável e nenhum
desses sintomas são específicos para a endometriose, dificultando o seu diagnóstico
(BERKER; SEV AL, 2015).
Estima-se que mais de 170 milhões de mulheres em todo o mundo sejam afetadas
pela endometriose. Como o crescimento do tecido endometriótico depende do estrogênio,
esta enfermidade é mais incidente durante a idade reprodutiva, acometendo de 5 a 10%
das mulheres nessa fase (ZONDERVAN et al., 2018), sendo rara antes da menarca e com
tendência a diminuir após a menopausa (MORASSUTTO et al., 2016).
A endometriose afeta substancialmente a qualidade de vida das mulheres e suas
famílias e impõe custos à sociedade semelhantes aos de outras condições crônicas,
estimados em US$ 22 bilhões no ano de 2002 apenas nos EUA. Uma razão para esse alto
custo é que existem tratamentos insuficientes para a doença (NOTHNICK; ALALI,
2016).
O diagnóstico é estabelecido de forma confiável somente através da visualização
cirúrgica, mais comumente por videolaparoscopia, com posterior verificação histológica.
Mas o endometrioma ovariano e formas nodulares profundas da doença podem ser
detectados através da ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética
17
(ZONDERVAN et al., 2018). O biomarcador sérico com melhor resultado e usado com
certa rotina em pacientes com endometriose é CA-125, que mostrou moderado potencial
diagnóstico para endometriose moderada / grave. No entanto, ele tem baixa sensibilidade,
com valores de 24 a 74% na concentração de corte de 35 U/ml, não sendo seu uso indicado
na prática clínica (ROSA E SILVA; ROSA E SILVA; FERRIANI, 2007).
A endometriose é estadiada de acordo com critérios de pontuação formulados e
revisados pela American Society for Reproductive Medicine (ASRM), incluindo
localização, extensão, profundidade e percentual das lesões, assim como a presença de
endometriomas e aderências pélvicas. Há quatro estágios mundialmente aceitos: forma
mínima (estágio I), leve (estágio II), moderada (estágio III) e severa (estágio IV). No
entanto, não existe correlação entre a gravidade dos sintomas e o sistema de estadiamento
(BIRMINGHAM, 1997).
O principal tratamento da endometriose envolve a remoção cirúrgica do tecido
ectópico e tratamento hormonal (contraceptivos orais, progestágenos ou análogos do
GnRH) para reduzir os sintomas de dor e inflamação; entretanto, esses tratamentos estão
associados a muitos efeitos adversos indesejados, incluindo sintomas relacionados à
menopausa e contracepção (ZONDERVAN et al., 2018).
1.2 Fenótipos da endometriose
A endometriose tem apresentação heterogênea, variando de lesões peritoneais e
serosas superficiais a cistos de endometriose nos ovários, podendo muitas vezes ser
acompanhada por fibrose e aderências (ZONDERVAN et al., 2018). Atualmente são
reconhecidos três fenótipos diferentes principais para a endometriose: endometrioma
ovariano, endometriose peritoneal superficial e endometriose infiltrante profunda
(COLETTE et al., 2013).
A endometriose superficial é assim classificada por apresentar lesões pequenas,
entre 1mm e 3mm, com focos geralmente implantados no peritônio e raramente atingem
órgãos. Endometrioma ovariano caracteriza-se pela presença de cistos no ovário
preenchidos por típico líquido achocolatado. Endometriose profunda é aquela que
apresenta as lesões de pelo menos 5mm de profundidade e podem se localizar no
peritônio, bexiga, intestino, entre outros órgãos, essa última é a forma mais avançada da
doença (FALCONE; FLYCKT, 2018).
18
Dados clínicos sugerem uma distinção clara em termos de diagnóstico, tratamento
e seguimento entre esses três tipos de fenótipos (COLETTE et al., 2013). No entanto, a
maioria das pesquisas patogenéticas sobre a endometriose foram conduzidas misturando
essas manifestações fenotípicas, de forma que até o momento se faz necessário uma
melhor compreensão molecular dessas lesões, a fim de dar uma gestão eficiente e
específica para cada subgrupo (TOSTI et al., 2015).
1.3 Fisiopatogenia da endometriose
Apesar da endometriose ter sintomatologia bem estudada, sua etiologia ainda não
é bem esclarecida. Sabe-se hoje que se trata de uma doença complexa, tendo algumas
teorias que buscam sua explicação. A primeira teoria que tenta explicar o surgimento da
endometriose é a proposta por Meyer em 1919, conhecida como a teoria da metaplasia
celômica, a qual sugere que o epitélio celômico se transforme por metaplasia em tecido
semelhante ao endométrio. Porém, esta teoria não explica a presença de endometriose em
locais onde os tecidos não sejam derivados de epitélio celômico (VINATIER et al., 2001).
A segunda teoria é a proposta por Sampson, em 1927, chamada de teoria da
implantação metastática, que explica a presença dos focos endometrióticos através do
refluxo menstrual / menstruação retrógrada via tuba uterina para dentro da cavidade
pélvica e a implantação metastática das células presentes nesse refluxo. O refluxo, em
parte, explica o acúmulo de lesões nas regiões gravitacionalmente dependentes da
cavidade pélvica. No entanto, o refluxo menstrual está presente em 90% das mulheres e,
dessa forma, somente o refluxo tubário não basta para que a endometriose se estabeleça
(VINATIER et al., 2001; ZONDERVAN et al., 2018).
Dessa forma, a menstruação retrógrada é considerada uma importante origem dos
depósitos endometriais, mas outros fatores são necessários para promover a sobrevivência
celular, proliferação, formação e manutenção das lesões de endometriose
(ZONDERVAN et al., 2018). Hoje em dia reconhece que também devem ocorrer
alterações do microambiente peritoneal e, consequentemente, os seguintes processos são
essenciais: escape do ataque do sistema imunológico (KRÁLÍČKOVÁ; VETVICKA,
2015; SIRISTATIDIS et al., 2006); alterações nas concentrações locais de hormônios
(GURATES; BULUN, 2003) e mediadores inflamatórios (NOTHNICK; ALALI, 2016);
adesão celular (BELIARD et al., 1997; WITZ, 2003); invasão tecidual (RODGERS et al.,
19
1994); fuga de apoptose (DMOWSKI et al., 2001); angiogênese (DJOKOVIC;
CALHAZ-JORGE, 2014; DONNEZ et al., 1998) e proliferação das células ectópicas (DE
ABREU et al., 2006; ZEITOUN; BULUN, 1999). Mais recentemente foi lançada a
possibilidade da endometriose se tratar de uma doença epigenética, com modificações na
metilação do DNA e de histonas, além de alterações na expressão de RNAs não
codificadores, entre esses último, os microRNAs (GUO, 2009).
Dessa forma, as teorias que tentam explicar a etiologia da endometriose parecem
ser complementares, tendo essa uma origem multifatorial. No entanto, novos estudos
direcionados à investigação da etiologia da endometriose ainda são necessários. De modo
que o conhecimento da sua etiologia tornará mais fácil o caminho para a pesquisa e
desenvolvimento de novas formas de tratar, controlar e talvez curar as mulheres que
possuem esta doença.
1.4 Endometriose e vias de adesão e apoptose
Moléculas de adesão celular são receptores transmembrana que facilitam a
interação intercelular e a interação celular com a matriz extracelular. Alterações
específicas nas moléculas de adesão celular endometriais e peritoneais parecem facilitar
a ligação do refluxo menstrual do endométrio em locais ectópicos, dando destaque
principalmente para as integrinas α2β1, α3β1, α4β1 e α5β1 e E-caderina (WITZ, 2003).
Neste contexto, a maioria dos estudos avaliaram a expressão das integrinas no endométrio
eutópico (MAY et al., 2011). A integrina α6 despolarizada (GUPTA et al., 2016;
VERNET-TOMÁS et al., 2006) e RHOC (MEOLA et al., 2013) estavam hiper-reguladas
e Integrinas β3 e αvβ3, osteopontin e vimentin estavam hiporreguladas na endometriose
(MAY et al., 2011).
A apoptose contribui para a homeostase celular durante o ciclo menstrual,
eliminando células senescentes do endométrio durante a fase secretora. Foi demonstrado
que pacientes com endometriose apresentam susceptibilidade reduzida à apoptose em
células endometriais liberadas durante a menstruação, facilitando dessa forma a
sobrevivência e implantação ectópica (DMOWSKI et al., 2001). Relacionado a essa via,
algumas pesquisas encontraram aumento na expressão de Bcl-2, MCL-1 e CAPN7. Além
disso, foram relatadas redução na expressão de CAPN5, caspases (casp-1 e casp-3), p53
e Bak (MAY et al., 2011).
20
1.5 Os microRNAs
MicroRNAs (miRNAs) fazem parte do grupo de pequenos RNAs, não-
codificantes de proteínas, que apresentam fita simples, constituídos por aproximadamente
22 nucleotídeos e que tem como alvo os RNAs mensageiros. Os miRNAs agem como
importantes reguladores da expressão gênica, atuando a nível pós-transcricional, por meio
da indução da degradação do mRNA ou bloqueio da síntese da proteína (HAMMOND,
2006). De acordo com o banco de dados da miRBase Versão 22 (www.mirbase.org/) mais
de 38 mil miRNAs foram descobertos até o momento, sendo estimado que eles
apresentam como alvo cerca de 60% dos genes de humanos (HA; KIM, 2014).
Os miRNAs exercem seus efeitos regulatórios ligando-se à região 3’UTR não
traduzida do mRNA alvo. Quando há complementariedade perfeita entre miRNA e seu
mRNA alvo, ocorre a degradação do mRNA. Quando a complementariedade é imperfeita,
a produção da proteína final é bloqueada (BARTEL, 2009). Visto que, a sequência do
miRNA maduro é curta e complementaridade exata não é necessária para o silenciamento,
um grande número de diferentes mRNAs pode ser regulado por uma única espécie de
miRNA e ainda, os miRNAs podem agir de forma cooperativa (HAMMOND, 2006).
Ainda, embora a inibição pós-transcricional dos genes seja o mais frequente, já foi
observado que alguns miRNA podem promover ativação da transcrição e intensificação
da tradução, inclusive em humanos, tornando essa cadeia ainda mais complexa (ZHANG
et al., 2014).
Os miRNAs têm sido relacionados com importantes processos celulares, como
diferenciação celular, proliferação, apoptose e metabolismo celular. Dessa forma, um
melhor entendimento desses miRNAs nos permitiria entender a patogênese de várias
doenças (KULSHRESHTHA et al., 2007).
O interesse no uso dos miRNAs como biomarcadores vem aumentando nos
últimos anos. Seu papel na regulação de uma grande variedade de alvos torna estes
pequenos RNAs uma ferramenta promissora no auxílio da detecção precoce de doenças,
podendo ser explorada no diagnóstico, prognóstico e novos alvos terapêuticos. Outra
vantagem em seu uso é que os miRNAs apresentam maior estabilidade quando
comparados aos mRNAs, sendo menos susceptíveis à modificação química e degradação
por RNAse (DE SMAELE; FERRETTI; GULINO, 2010). Outras características
21
importantes dos miRNAs é a especificidade tecidual, expressão diferencial nas doenças e
facilidade de detecção (WEILAND et al., 2012).
No entanto, a utilização de um único miRNA como biomarcador é limitada devido
à falta de especificidade e sensibilidade. Faz-se necessário uma análise da expressão
alterada de um conjunto de miRNAs para a utilização destes pequenos RNAs como
biomarcadores (DE SMAELE; FERRETTI; GULINO, 2010; TUMILSON et al., 2014).
1.6 Endometriose e microRNAs
Os miRNAs parecem ser potentes reguladores da expressão gênica na
endometriose participando de importantes eventos celulares que provocam o
desenvolvimento dessa doença (OHLSSON TEAGUE et al., 2009). Vários estudos
mostraram que a expressão de miRNAs está alterada no endométrio eutópico
(AGHAJANOVA; GIUDICE, 2011; BRAZA-BOÏLS et al., 2014; BURNEY et al.,
2009), em tecidos ectópicos e eutópicos do endométrio (BRAZA-BOÏLS; et al., 2014;
OHLSSON TEAGUE et al., 2009; TOLOUBEYDOKHTI; BUKULMEZ; CHEGINI,
2008) e em miRNAs circulantes em mulheres com endometriose em comparação com
mulheres saudáveis (CHO et al., 2015; JIA et al., 2013; NOTHNICK; AL-HENDY; LUE,
2015; REKKER et al., 2015; WANG et al., 2013).
A maioria dos trabalhos com miRNA e endometriose foram realizados
comparando endométrio de mulheres com e sem endometriose, encontrando em muitos
casos expressão diferencial e, portanto, apresentando potencial como biomarcador desta
afecção (HAWKINS et al., 2011). Apesar de sua obtenção apresentar um aspecto
invasivo, a vantagem no uso do tecido endometrial é que ele pode ser acessível por biópsia
sem a necessidade de anestesia (FASSBENDER et al., 2015). No entanto, até o momento
não foi encontrado um painel com boa especificidade e sensibilidade (PANIR et al.,
2018).
Uma revisão realizada por Ohlsson Teague e colaboradores (2009) apontou
resultados encontrados para miRNAs diferencialmente expressos em endometriose e que
apresentam funções reguladoras na hipóxia, inflamação, reparo tecidual, vias reguladas
por TGFb, crescimento celular, proliferação celular, apoptose, remodelação da matriz
extracelular e angiogênese. Estes achados corroboram com a hipótese de que os miRNAs
22
são de grande importância na patogênese da endometriose (OHLSSON TEAGUE et al.,
2009).
Ainda, foi demonstrado 156 miRNAs diferencialmente expressos entre o tecido
endometriótico e o endométrio normal, incluindo doze miRNAs conhecidos por estarem
envolvidos na angiogênese (BRAZA-BOÏLS et al., 2014). A comparação da expressão
dos miRNAs em mulheres com endometriose leve e severa também mostrou diferenças,
apresentando hiperexpressão de miR-21 e DICER no estágio mais avançado da doença
(AGHAJANOVA; GIUDICE, 2011). Outros miRNAs e mRNAs cognatos preditos
demonstraram expressão diferencial no endométrio eutópico de mulheres com e sem
endometriose, incluindo miR-23a/CYP19A1 e miR-542-3p/ COX2
(TOLOUBEYDOKHTI et al., 2008).
Segundo uma metanálise, existem miRNAs consistentemente hiper e
hiporregulados nos focos ectópicos em relação ao endométrio eutópico de mulheres
saudáveis. Como hiperexpresso foram encontrados: miR-202, miR-365, miR-1, miR-150;
já os miRNAs hipoexpressos foram: miR-23b, miR-200b, miR-200a, miR-200c, miR-
141, miR-375, miR-106b, miR-196b, miR-15b. Já outros miRNAs foram descritos de
forma controversa (ora hiper, ora hiporregulados): miR-100, miR-17-5p, miR-29c, miR-
20a, miR-126, miR-145, miR-125a, miR-99a, miR-143, , miR-23a, miR-222, miR-199a,
miR-125b, miR-21, miR-221 (WEI; XU; KUANG, 2015).
Dessa forma, um grande número de miRNAs desregulados foi relatado. No
entanto, a concordância entre o resultado entre diferentes estudos permanece pequena.
Uma possível explicação é a heterogeneidade na composição tecidual, já que alguns
estudos compararam biópsias de lesões completas altamente heterogêneas e alguns
usaram frações celulares puras isoladas. De forma que um mesmo miRNA se mostrou
hiper e hiporregulado na endometriose (SAARE et al., 2017).
Ainda, além de diferentes populações celulares, uma grande crítica é a não
avaliação molecular da endometriose nos diferentes fenótipos da doença. Haikalis et al
(2018) avaliou separadamente a expressão nos 3 tipos de lesão. As expressões de miR-21
e miR-424 foram significativamente menores na lesão superficial em comparação com o
endometrioma. Já a expressão do miR-10b na lesão profunda foi significativamente
menor que no endometrioma. Não houve diferença na expressão dos seguintes miRNAs:
miR-9, miR-10a e miR-204. Os autores concluíram que o padrão de expressão dos
23
miRNAs é dependente do tipo de lesão endometriótica estudada (HAIKALIS et al.,
2018).
Desvendar o significado dos miRNAs na endometriose abrirá caminho para um
melhor conhecimento da fisiopatologia dessa doença e novos testes diagnósticos, além de
identificar novos alvos terapêuticos e abordagens de tratamento que têm o potencial de
melhorar as opções clínicas para mulheres com essa condição incapacitante. Contudo,
apesar do aumento no número de pesquisa, até à data, a utilidade dos miRNAs para essa
finalidade não foi testada especificamente (PANIR et al., 2018).
24
OBJETIVOS
25
2. OBJETIVOS
2.1 Objetivos gerais
Investigar o perfil de expressão de genes e microRNAs envolvidos nas vias de
adesão e apoptose nos diferentes fenótipos da endometriose e avaliar se essas lesões
compartilham ou não os mesmos mecanismos fisiopatológicos.
2.2 Objetivos específicos
Quantificar a expressão dos genes MAPK1 e CAPN2 e dos microRNAs miR-30a-
5p, miR-7-5p, miR-143-3p e miR-93-5p na endometriose peritoneal superficial,
endometriose infiltrante profunda e endometrioma ovariano por PCR em tempo real.
26
PARTICIPANTES E MÉTODOS
27
3. PARTICIPANTES E MÉTODOS
Esse trabalho trata-se de um estudo observacional do tipo corte transversal e foi
desenvolvido no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia – Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), no Laboratório Multiusuário
de Biologia da Reprodução.
3.1 Participantes
No presente trabalho foram utilizadas amostras de lesão profunda (n=10), lesão
superficial (n=10) e endometrioma ovariano (n=10) de pacientes afetadas pela
endometriose, além do grupo controle (n=10), onde foram obtidas amostras de
endométrio eutópico. Para tanto, foram incluídas pacientes que preencheram os critérios
de inclusão e exclusão, que consentiram em participar do estudo após a assinatura do
termo de consentimento livre e esclarecido (Anexo 1).
3.1.1. Critérios de Inclusão e Exclusão:
Foram incluídas no estudo, mulheres com endometriose, diagnosticada com
qualquer estágio da doença durante a videolaparoscopia diagnóstica (segundo American
Society for Reproductive Medicine) em idade reprodutiva (entre 18 e 46 anos). Essas
pacientes foram encaminhadas pelo serviço pelo Ambulatório de Dor Pélvica e
Endoscopia (AGDE) e pelo Ambulatório de Infertilidade Conjugal (AEST) do HCFMRP-
USP.
Foram excluídas do estudo, mulheres com idade inferior a 18 anos, menopausadas,
infecção pelo vírus HIV ou qualquer infecção ativa; tabagismo, alcoolismo ou
drogadição.
3.2 Cálculo do tamanho amostral:
O tamanho da amostra foi determinado a partir da adoção de uma força de 85% e
um nível de confiança de 95% (α = 0,05) em um teste bicaudal. Esta determinação foi
28
realizada a partir do pacote pwr do software estatístico R (ver Champely (2016)). Além
disso, foram utilizados como parâmetros prévios para o teste um desvio padrão de 0,11
conforme apresentado por (ZHOU; FU; XIAO; YANG et al., 2016) e uma diferença de
média significativa de 0,15 o que, consequentemente, representa um tamanho de efeito
(d) de 1,36 e um N de 10,76 (Tabela 1).
Tabela 1. Cálculo do tamanho amostral utilizando pacote pwr do software R. N é o
tamanho em cada grupo.
Cálculo da força do teste (t test) para duas amostras
N 10,76
D 1,36
Nível de significância 0,05
Força do teste 0,85
Hipotese alternative two.sided
3.3 Coleta e processamento do material:
A coleta foi realizada no período entre 2018 e 2019, durante laparoscopia no
HCFMRP/USP e foram armazenadas em freezer -80ºC e catalogadas. Ainda, foram
utilizadas amostras do biorreprositório de endometriose aprovado pela Comissão de Ética
em Pesquisa (CEP) desta Instituição em 2006 (Processo HCRP nº9699/2006) e coletados
até o ano de 2012 quando ocorreu a mudança das normativas que regem os
biorrepositórios no Brasil. Para isto pedimos a vinculação deste biorrepositório aprovado
em 2006 a este projeto de pesquisa. Porém as amostras utilizadas neste estudo foram
coletadas após 2009.
Revisamos prontuários dessas pacientes, sendo coletados dados como: data de
nascimento, idade, método anticoncepcional, paridade, hábitos, estadio, medicações em
uso, outras doenças associadas e características das lesões.
3.3.1 Extração de RNA do tecido
As amostras de tecido foram extraídas com AllPrep DNA/RNA/miRNA Universal
Kit (Qiagen). Para tanto, as amostras foram pesadas para que não ultrapassassem 30 mg
e posteriormente os fragmentos foram homogeneizados com a utilização do aparelho
29
Politron®. A partir de então, foi seguido o protocolo do fabricante e imediatamente após
a extração de RNA, as amostras foram armazenadas em freezer -80°C.
3.3.2 Integridade e quantificação
Para a verificação da integridade do RNA obtido, as amostras foram analisadas no
4200 TapeStation System (Agilent Technologies). Para a quantificação da concentração
de RNA total utilizamos o Thermo Scientific NanoDrop 2000.
3.3.3 Síntese de DNA complementar (cDNA)
Para síntese do cDNA de miRNA utilizamos o TaqMan™ Advanced miRNA
cDNA Synthesis Kit (Applied Biosystems) e para os genes utilizamos Kit High Capacity
RNA cDNA (Applied Biosystems). A síntese do cDNA foi realizada seguindo o protocolo
do fabricante ao que tange as quantidades de reagentes e tempo na ciclagem, sendo que
para o miRNA utilizamos 10ng e para o gene 100ng de RNA total. Após a síntese, as
amostras foram armazenadas em freezer -20ºC.
Antes da reação de PCR em tempo real, realizamos as seguintes diluições do
cDNA sintetizado com água DEPC: 1:10 para o miRNA e 1:4 para o gene.
3.3.4 RQ-PCR
O método de PCR em tempo real foi utilizado para a confirmação da expressão
diferencial dos genes MAPK1 (Hs01046830_m1) e CAPN2 (Hs00965097_m1) e dos
microRNAs miR-30a-5p (479448_mir), miR-7-5p (483061_mir), miR-143-3p
(477912_mir) e miR-93-5p (478210_mir). A escolha dos genes foi realizada a partir do
programa DAVID v6.7 (Database for Annotation, Visualization and Integrated
Discovery) e dos miRNAs a partir do miRwalk 2.0.
Para a análise quantitativa da expressão, foram utilizados os sistemas disponíveis
comercialmente TaqMan Gene Expression Assay (FAM) e TaqMan Advanced miRNA
Assay (Applied Biosystems) para os genes e miRNA respectivamente. Para os miRNAs,
utilizamos como miRNA referência: hsa-miR-361-5p (478056_mir), hsa-miR-186-5p
30
(477940_mir) e hsa-miR-92a-3p (477827_mir). Já para os genes, foi utilizado o B2M
(Hs00187842_m1) e o ACTB (Hs01060665_g1).
As reações de amplificação por Reação em Cadeia de Polimerase quantitativo em
tempo real (RQ-PCR) foram realizadas em triplicata numa placa de 96 poços, utilizando
o reagente TaqMan™ Fast Advanced Master Mix (Applied Biosystems). A reação teve
um volume final de 10µl. Um aparelho de detecção de PCR em tempo real 7500 Fast
Real Time PCR System (Applied Biosystems) foi utilizado juntamente com o software
7500 Sequence Detection System (Applied Biosystems) para a obtenção dos valores de
CT.
As condições padrão de amplificação foram: 95°C por 20 segundos, seguidos por
40 ciclos de 95°C por 3 segundos e 60°C por 30 segundos (anelamento e extensão
simultânea). Os dados de expressão foram então exportados e analisados no Software
Cloud (Thermo Fisher Scientific), pelo método 2-∆∆Ct.
3.4 Análise estatística
Para análise estatística, utilizou o teste Qui-quadrado para as variáveis qualitativas
e variância One-way e pós teste de Tukey para as variáveis quantitativas. Teste de Mann
Whitney foi realizado para comparar a expressão de gene e miRNA entre o endométrio
eutópico de casos e controles, e teste t pareado entre lesão ectópica e endométrio eutópico
da mesma mulher com endometriose. O software GraphPad Prism 6.0 (GraphPad Prism,
Inc, San Diego, CA, EUA) foi utilizado para gerar os gráficos. Consideraremos
significante um p< 0.05.
3.5 Aspectos éticos
Todas as mulheres assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (Anexo
1) e o estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do HCRP (Processo HCRP
Nº 12514/2017 – Anexo 2). Os princípios de confiabilidade dos dados obtidos,
manutenção da autonomia das participantes, sigilo à identificação pessoal e beneficência/
não-maleficência dos propósitos foram respeitados, sendo que a paciente não foi
submetida a situação de risco neste aspecto.
31
RESULTADOS
32
4. RESULTADOS
Na Tabela 2 estão apresentadas as informações a respeito das pacientes
selecionadas para esse trabalho.
Tabela 2. Dados das pacientes com Endometriose.
Endometriose Peritoneal Superficial
Pcte Data
Cirurgia Idade Terapia
Hormonal Paridade Estadio Medicação em uso Outras patologias
1S 14/05/09 30 Depo-Provera G1P1C1A0 mínima setralina, propranolol HAS
2S 10/07/12 36 Cerazette G3P0A3C0 moderada atenolol, clortalina, omeprazol,
clonapepan HAS
3S 09/10/12 28 Cerazette G0 mínima Sertralina, clonazepan Depressão
4S 20/10/15 24 Depo-provera G0 leve ciprofloxdina -
5S 23/05/19 23 Juliet G0 mínima - -
6S 19/08/10 46 Não G4P3C2A1 mínima Omeprazol Obesidade
7S 10/09/10 38 Não G0 leve - -
8S 18/11/10 37 Não G1A1P0C0 mínima Pantoprazol, amitriptilina, atenolol,
fluoxetina, ginikobilobe SOP, HAS, depressão, úlcera gástrica
9S 16/02/11 33 Não G4P1A3C1 moderada Metiformina Obesidade
10S 23/09/14 37 Não G0 severa Losartan, HCTZ HAS
Endometriose Infiltrante Profunda
Pcte Data
Cirurgia Idade Terapia
Hormonal Paridade Estadio Medicação em uso Outras patologias
P-1 26/06/12 36 Não G5P2A3C1 severa - -
P-2 10/09/10 33 Não G0 moderada Puram T4, pantoprazol Hipotireodismo
P-3 22/05/12 24 Gestinol G0 severa Profenid, buscopam -
P-4 27/11/15 38 Não G3P2A1C1 severa Glifage DM2, nefrolitiase, massa anexial
P-5 20/03/18 40 Mirena G0 severa - -
P-6 26/07/18 28 Diane G0 severa Amitriptilina -
P-7 20/09/18 42 Alurene G0 Gabapentina -
P-8 11/19/18 36 Cerazette G1A0P1C1 severa - -
P-9 23/01/19 36 Desogestrel G0 severa - -
P10 07/02/19 40 Zoladex G2A0P2C1 severa Quetiapina, citalopran, morfina Depressão
Endometrioma Ovariano
Pcte Data
Cirurgia Idade Terapia
Hormonal Paridade Estadio Medicação em uso Outras patologias
O-1 22/09/09 39 Não G0 moderada Ac. Valpróico, carbamazepina Epilepsia
O-2 26/03/13 32 Não G0 severa - -
O-3 23/04/13 31 Não G1P1C1A0 severa - -
O-4 10/11/14 42 Não G2P2A0C0 Captopril HAS
O-5 17/04/18 35 Não G0 mínima Sinvastatina, labarim, duloxetina,
ranitidina, meclin, selozok, quetiapina
Dislipidemia, SOP, fibromialgia,
cefaleia
O-6 02/10/12 32 Level G0 severa Omeprazol -
O-7 19/05/15 40 Depo-provera G2P2A0C2 moderada Puran, concor Hipotireoidismo
O-8 08/09/15 36 Depo-provera G1P1A0C1 - Obesidade
O-9 16/02/18 37 Pietra G1P1A0C1 moderado - Hipotireoidismo
O-10 04/04/19 37 Pietra G0 severa Puran Hipotireoidismo
33
As variáveis demográficas não diferiram significativamente entre os grupos (Tabela
3).
Tabela 3: Variáveis demográficas das pacientes do estudo. P: endometriose infiltrativa
profunda; O: endometrioma ovariano; S: endometriose peritoneal superficial e C:
controle.
P O S C P valor
Paridade Nuligesta 6 5 5 1 0,1099 GxPx 4 5 5 9
Medicação Presente 6 6 8 3 0,1566 Ausente 4 4 2 7
Outras doenças Presente 3 7 7 3 0,0937 Ausente 7 3 3 7
Idade média 35,3 36,1 33,2 31,2 0,1870
A expressão dos genes e microRNAs entre implantes ectópicos estão ilustrados
na Figura 1. As expressões de MAPK1 (p <0,0001) e miR-7-5p (p = 0,0006) foram
significativamente menores na lesão superficial em comparação com endometriose
profunda e endometrioma ovariano. A expressão do miR-93-5p mostrou-se diferente
entre a lesão superficial e a profunda (p = 0,0168). A expressão relativa de CAPN2, miR-
143-3p e miR-30a-5p não diferiu significativamente (p> 0,05) nos tipos de lesão.
34
Figura 1: Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs na
endometriose peritoneal superficial (S), endometriose infiltrante profunda (P) e
endometrioma ovariano (O). Os grupos destacados com “* e **” apresentaram diferenças
estatisticamente significantes no pós teste de Tukey.
A expressão de gene e microRNA foi comparada entre endométrio eutópico
controle e endométrio eutópico de mulheres com endometriose. A expressão de miR-30a
e miR-93 foram significativamente (p valor de 0,0018 e 0,0052, respectivamente)
regulada positivamente no endométrio eutópico de mulheres com endometriose em
comparação com controles. Já a expressão de miR-143 também apresentou diferença
estatística entre os grupos (p= 0,0225), no entanto regulada negativamente nas pacientes
MAPK1RQSPO0.00.20.40.60.8CAPN2RQSPO0.00.51.01.52.0miR-143-3pRQSPO05101520miR-7-5pRQSPO02468miR-93-5pRQSPO0.00.51.01.5miR-30a-5pRQSPO0.00.51.01.52.0
p<0,0001 p=0,485
p=0,0851 p=0,0006
p=0,0168 p=0,3594
*
**
*
*
35
com endometriose. Não houve diferença na expressão de MAPK, CAPN2 e miR-7 (Figura
2).
Figura 2. Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs de
endométrio eutópico controle (CE) e endométrio eutópico de mulheres com endometriose
(EE). Essa análise estatística foi realizada com Teste de Mann Whitney.
Comparamos a expressão dos genes e miRNAs entre o endométrio eutópico de
mulheres com diferentes tipos de lesão e endométrio eutópico dos controles (Figura 3).
Expressão do miR-30a foi significativamente menor no endométrio eutópico do controle
comparado ao endométrio de mulheres com lesão infiltrativa profunda (p=0,0194) e com
endometrioma ovariano (p=0,0208). Ainda, o endométrio eutópico do controle
MAPK1RQECEE0.00.51.01.5CAPN2RQECEE0.00.51.01.5miR-143-3pRQECEE051015miR-7-5pRQECEE01234miR-93-5pRQCEEE0.00.51.01.52.0miR-30a-5pRQECEE0.00.51.01.52.0p=0,0052 p=0,0018
p=0,7071 p=0,0225
p=0,4108 p=0,5563
36
demonstrou expressão reduzida de miR-93 em comparação com o endométrio eutópico
de pacientes que apresentavam lesão peritoneal superficial (p=0,0139).
Figura 3: Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs no
endométrio eutópico de mulheres com endometriose peritoneal superficial (ES),
endometriose infiltrante profunda (EP), endometrioma ovariano (EO) e endométrio
eutópico do controle (CE). Os grupos destacados com “* e **” apresentaram diferenças
estatisticamente significantes no pós teste de Tukey.
As expressões dos genes e microRNAs em implantes ectópicos foi comparada com as
expressões em endométrio eutópico correspondente (dentro da mesma mulher).
MAPK1RQECESEPEO0.00.51.01.52.0CAPN2RQECESEPEO0.00.51.01.52.0miR-143-3pRQECESEPEO051015miR-7-5pRQECESEPEO02468miR-93-5pRQCEESEPEO0.00.51.01.52.02.5miR-30a-5pRQECESEPEO0.00.51.01.52.0
p=0,0560
*
**
** p=0,0928
*
**
p=0,1666 p=0,2697
p=0,2285 p=0,4349
37
Expressão de MAPK1 (p<0,0001) e miR-93 (p=0,0021) foi significativamente menor na
lesão em comparação com o endométrio eutópico correspondente. Já miR-143
apresentou-se hiperexpresso no implante ectópico de lesões profundas em comparação
com o endométrio eutópico correspondente (Figura 4).
Figura 4: Representação da média (± erro padrão) da expressão dos genes e miRNAs
na lesão ectópica e no endométrio eutópico correspondente de mulheres com
*p=0,0005
**P= 0,0469
*
------
**
------
-
p=0,0466
*
------
p=0,0178 *
------
38
endometriose. Endometriose peritoneal superficial (S), endometriose infiltrante profunda
(P) e endometrioma ovariano (O). Os grupos destacados com “* e **” apresentaram
diferenças estatisticamente significantes pelo teste t pareado.
39
DISCUSSÃO
40
5. DISCUSSÃO
As diversas teorias que tentam explicar a etiologia da endometriose parecem se
complementar, sugerindo que a doença tenha uma origem multifatorial. No entanto, os
exatos mecanismos que promovem e favorecem a sobrevivência e implantação dos focos
endometrióticos em sítios ectópicos ainda não foram precisamente esclarecidos. Assim,
novos estudos direcionados à investigação da etiologia da endometriose ainda são
necessários. De modo que o conhecimento da sua etiologia tornará mais fácil o caminho
para a pesquisa de novos testes diagnósticos, além de identificar novos alvos terapêuticos
e abordagens de tratamento que têm o potencial de melhorar as opções clínicas para
mulheres com essa condição incapacitante. E ainda se faz necessário a distinção desses
mecanismos fisiopatológicos nos diferentes fenótipos da endometriose, de forma a
contribuir para o atendimento individualizado dessas pacientes.
Os resultados do presente estudo demonstraram expressão de MAPK1
significativamente menor na lesão superficial em comparação com endometriose
profunda e endometrioma ovariano. Ainda, a expressão de MAPK1 foi significativamente
menor na lesão em comparação com o endométrio eutópico correspondente. MAPK1 são
quinases reguladas por sinais extracelulares (ERKs), tais como hormônios sexuais, fatores
de crescimento e inflamatórios, desempenhando um papel importante em muitas reações
celulares ao adicionar um grupo fosfato a outras proteínas que as ativam e disparam uma
cascata de reações de sinalização a jusante (ZHOU; CHEN; CHEN, 2010).
Muitos estudos mostraram esse gene participando diretamente na regulação da
fisiopatologia da endometriose, de forma que a via MAPK estava ativada em células
endometriais ectópicas e eutópicas de pacientes com endometriose (SANTULLI; et al.,
2015). Pesquisas que utilizaram inibidores de MAPK1 observaram efeitos anti-
inflamatório, antiproliferativo, anti-angiogênico, apoptótico e redução na adesão e
migração (CHENG et al., 2012; HUANG et al., 2013; LI et al., 2013; SANTULLI et al.,
2015; WANG et al., 2015; WU et al., 2014; YOTOVA et al., 2011).
As cascatas de sinalizações da via do MAPK participam dos mecanismos de
sobrevivência celular, fornecendo sinais que alimentam a progressão do ciclo celular e
afetam os fatores de transcrição que regulam a apoptose. Este último pode ativar Bcl-2 ou
inativar caspase-9, gerando assim um sinal antiapoptótico (SANTULLI et al., 2015).
41
Zhou et al. (2010) observaram níveis aumentados de mRNA de IL-1b, TNF-a,
MMP-2 e MMP-9 em células da cavidade peritoneal e as concentrações de proteínas IL-
1b, TNF-a, MMP-2 e MMP-9 nos fluidos peritoneais em um modelo de camundongos
com endometriose induzida. No entanto, após o tratamento com SB203580 (inibidor de
p38 MAPK) esse aumento foi suprimido e houve redução do peso de lesões
endometrióticas. MMP-2 e MMP-9 estão envolvidos na degradação da matriz extracelular
e exercem um papel importante na adesão celular e angiogênese. Esses achados sugerem
que a inibição da atividade da p38 MAPK pode reduzir a inflamação relacionada à
endometriose, agindo tanto nas interleucinas quanto nas metaloproteases da matriz,
retardando assim a progressão da doença (ZHOU; CHEN; CHEN, 2010).
Li et al. (2013) mostraram que a capacidade da cultura de células primárias
humanas do estroma endometrial eutópico de aderir ao Colágeno IV e Fibronectina é
dependente de MAPK. Eles descobriram que o U0126 (inibidor de MAPK direcionado a
MEK) afetou a adesão e invasão das células estromais endometrióticas in vitro (LI et al.,
2013).
A via MAPK que em muitas pesquisas mostrou-se estar mais ativa em tecidos
endometrióticos em pacientes com endometriose desempenha um papel fundamental na
indução de processos celulares, como proliferativo, antiapoptótico, inflamação,
adesão/migração e respostas ao estresse (SANTULLI et al., 2015). Dessa forma, nossos
resultados demonstram uma provável maior ativação dessas vias nas lesões profundas e
endometrioma ovariano e que provavelmente o fenótipo de endometriose superficial
possui um mecanismo fisiopatológico diferente.
Ngo et al (2010) comparou células endometriais ectópicas e eutópicas de biópsias
de pacientes com endometriose e sem endometriose, observando que a via de MAPK é
ativada em células endometriais ectópicas e eutópicas de pacientes com endometriose,
conforme evidenciado por uma razão pERK / ERK significativamente maior nessas
pacientes em comparação com o grupo controle (NGÔ et al., 2010). A proliferação e
sobrevivência aumentadas de células endometriais eutópicas de pacientes com
endometriose, em comparação com mulheres saudáveis, foram correlacionadas com
níveis anormais de ativação da via de sinal de MAPK (YOSHINO et al., 2004). No
entanto, em nossos resultados não obtivemos diferença na expressão de MAPK1 no
endométrio eutópico de mulheres com endometriose peritoneal superficial, endometriose
infiltrante profunda, endometrioma ovariano e endométrio eutópico do controle.
42
MiR-93-5p e miR-143-3p regulam a expressão do gene MAPK1. Para ambos os
miRNAs já foram realizadas pesquisas com endometriose. Os resultados do presente
estudo demonstraram a regulação positiva da expressão de miR-93-5p no endométrio
eutópico de mulheres com endometriose em comparação com controles, sendo essa
diferença entre endométrio controle versus endométrio de mulheres com lesão peritoneal
superficial. Esse resultado apoia a hipótese de que o endométrio eutópico é anormal antes
da migração e implantação de tecido endometriótico ectópico.
Ainda, a expressão do miR-93 mostrou-se diferente entre a lesão superficial e a
profunda, apresentando maior expressão na segunda. Outras pesquisas fizeram
comparações com outros tipos de tecidos, no qual miR-93 apresentou-se hipoexpresso no
endométrio ectópico de pacientes com endometriose em comparação com tecido
peritoneal de pacientes sem a doença, causando aumento da expressão de MMP-3 e
VEGFA, estimulando a proliferação, migração e capacidade invasiva das células do
estroma endometrial (LV; CHEN; LIU, 2015). O miR-93 também se demonstrou
hiperexpresso em pacientes com endometriose e câncer de ovário em comparação com
tecido controle (útero e ovário ressecados em doenças benignas), sendo o nível de
expressão muito maior no câncer de ovário em comparação com a endometriose
(BRAICU et al., 2017). Esses dados não são passíveis de comparação pois os tecidos
utilizados como grupo endometriose versus controle são diferentes.
A expressão de miR-93 foi significativamente menor em carcinomas de ovário do
que em tecidos ovarianos normais. A superexpressão de miR-93-5p através de transfecção
de linhagens celulares reduziu a proliferação e induziu apoptose, além de promover
supressão de migração e invasão; e reduziu expressão de RhoC, Bcl-xL e MMP-9 (CHEN
et al., 2015). MiR-93 também foi relatado promover apoptose em leiomioma uterino
(ZHANG et al. , 2020). Em contrapartida, pacientes com carcinoma cervical
demonstraram hiperexpressão de miR-93, MMP-2 e MMP-9 em comparação com tecidos
de lesão benigna, estando miR-93 associado a metástases e invasão desse câncer (WANG
et al., 2013). A superexpressão de miR-93-5p em linhagem celular de câncer de mama
humano (MDA-MB-231) diminuiu a capacidade migratória celular e o potencial
invasivo, bem como aumentou a adesão. Já a inibição do miR-93 induziu efeitos opostos
(SHYAMASUNDAR; LIM; BAY, 2016). Dessa forma, a ação do miR-93 ainda é muito
controversa, estando em nosso estudo aparentemente mais associada com ganho da
capacidade da célula em se adaptar e gerar lesões mais agressivas.
43
O miR‑143‑3p está envolvido na proliferação celular, apoptose, adesão, invasão e
outros processos celulares (SHI et al., 2018). A transfecção de um mimetizador de miR-
143 em células de leucemia mielocítica HL-60 suprimiu notavelmente a expressão de
MAPK1, inibindo a proliferação celular e induzindo a apoptose (SONG et al., 2018).
Chang et al. (2017) verificaram que miR-143 inibiu a proliferação, migração e invasão e
promoveu a apoptose em células de câncer endometrial suprimindo MAPK1 (CHANG et
al., 2017). Outros trabalhos demonstraram o papel de mir-143 como supressor tumoral,
diminuindo proliferação, adesão e aumentando apoptose (ANTON et al., 2017; LIU et
al., 2012).
Estudos anteriores relataram que miR‑143‑3p foi marcadamente desregulado na
endometriose, encontrando-se hiperexpresso no soro e tecido dessas mulheres em
comparação com controles (COSAR et al., 2016; YANG et al., 2021; ZHENG et al.,
2014).
Em nosso estudo houve regulação negativa da expressão de miR-143 no
endométrio eutópico de mulheres com endometriose em comparação com endométrio
controle. Ao contrário dos nossos resultados, em uma pesquisa recente, a expressão de
miR‑143‑3p foi regulada positivamente em células estromais endometrióticas de
mulheres com endometriose em comparação com tecidos endometriais eutópicos obtidos
de mulheres sem endometriose. No entanto, funcionalmente, a superexpressão de
miR‑143‑3p inibiu a proliferação e invasão de células estromais endometrióticas, de
forma a inibir a progressão da endometriose (YANG et al., 2021). Dessa forma, uma
menor expressão do miR-143 no endométrio poderia fornecer a ele uma característica
com maior potencial para proliferar e invadir, corroborando com nossos resultados.
Estudos anteriores demonstraram que miR‑143 estava hiperexpresso em tecidos
endometriais ectópicos em comparação com tecidos endometriais eutópicos
(FILIGHEDDU et al., 2010; OHLSSON TEAGUE et al., 2009). Também obtivemos esse
mesmo resultado no grupo com lesão profunda. De forma semelhante aos nossos achados,
no carcinoma seroso de ovário houve hiperexpressão de miR-93 e hipoexpressão de miR-
143 quando comparado com lesões benignas, estando correlacionados com menores
sobrevida dos pacientes (WANG et al., 2014).
Genes da família de CAPN são proteases neutras ativadas por cálcio e têm sido
relatadas como reguladoras de adesão focal, remodelamento citoesquelético e apoptose.
Os CAPNs estão paradoxalmente associados aos esforços de pró-sobrevivência ou pró-
44
morte (CHEN et al., 2019). O gene CAPN5 foi encontrado hipoexpresso em biopsias de
endométrio eutópico de mulheres com endometriose em comparação com os controles
sem a doença (PENNA et al., 2008). Em contrapartida, outro trabalho encontrou a
expressão de CAPN7 aumentada no endométrio eutópico e nas células do estroma
endometrial de mulheres com diagnóstico de endometriose e propuseram por testes
funcionais que esse gene promove a migração e invasão de células do estroma
endometrial humano por meio da regulação da MMP-2 (LIU et al., 2013). No entanto, em
nosso trabalho, não encontramos diferenças entre os diferentes tipos de lesão, tão pouco
entre controle e endometriose na expressão do gene CAPN2.
Segundo o programa miRwalk, miR-30a-5p e miR-7-5p são reguladores da
expressão do gene CAPN2. A expressão de miR-7 foi significativamente menor na lesão
superficial em comparação com endometriose profunda e endometrioma ovariano. O
miR-7 foi relatado ser regulador da expressão de MMP-2 e MMP-9, atuando na invasão
e proliferação de câncer do cólon humano dirigindo a expressão da cinase de adesão focal
(ZENG et al., 2016). Além disso, a expressão de MMP-2 e MMP-9 foram relatadas
aumentadas em mulheres com endometriose em comparação com controles (DI CARLO
et al., 2009). Dessa forma, essa via pode estar mais ativada nos fenótipos de endometriose
profunda e endometrioma ovariano.
MiR-7 foi encontrado hipoexpresso em tecidos de câncer cervical em comparação
com os tecidos cervicais normais adjacentes correspondentes. Além disso, a expressão de
miR-7 no câncer cervical metastático foi significativamente menor em comparação com
o do câncer sem metástase. A superexpressão de miR-7 por transfecção inibiu a migração
e invasão de células de câncer cervical através da inibição da expressão de FAK (cinase
de adesão fical). FAK é uma importante quinase de adesão que contribui para a sinalização
de integrina da matriz extracelular, motilidade celular, proliferação e sobrevivência (HAO
et al., 2015). A superexpressão de miR-7 nas linhagens celulares de câncer cervical (HeLa
e C-33A) também suprimiu a viabilidade celular e promoveu a apoptose, enquanto a
inibição de miR-7 teve efeitos opostos (LIU et al., 2013).
O miR-7 também se demonstrou agir como supressor tumoral em outros tumores,
tais como câncer de mama (SHI et al., 2015), carcinoma hepatocelular (WANG et al.,
2021), glioblastoma (LIU et al., 2014; ZHANG et al., 2017) e câncer de pulmão (LI et
al., 2014), induzindo apoptose, entre outras vias. Pesquisas recentes mostraram que miR-
45
7 tem essa ação de supressor tumoral por suprimir a via EGFR / MAPK (LIU et al., 2014;
CUI et al., 2018; FAN et al., 2019).
A expressão de miR-30a foi regulada positivamente no endométrio eutópico de
mulheres com endometriose em comparação com controles, sendo que a diferença na
expressão do miR-30a ocorreu entre controle versus lesão infiltrativa profunda e com
endometrioma ovariano. O mir-30a regula negativamente a expressão da integrina-β3
modulando a adesão celular e a invasão, interrompendo a via de MAPK1 no câncer da
mama triplo negativo (LI et al., 2016). Corroborando com nosso resultado, alguns
trabalhos observaram expressão reduzida de integrina-β3 no endométrio de mulheres com
endometriose (MAY et al., 2011).
MiR-30a foi encontrado hiporregulado em uma variedade de cânceres e atua como
um gene supressor tumoral. No carcinoma hepatocelular, a superexpressão de miR-30a
através de transfecção bloqueou a ativação da via K-Ras / c-Raf / MAPK, desempenhando
papel no crescimento celular e apoptose (ZHOU et al., 2017). Como a endometriose
utiliza vias semelhantes as tumorais para desenvolver-se, esperávamos que esse oncogene
estivesse hiperexpresso na endometriose e nas lesões mais agressivas, o contrário do que
encontramos.
No presente estudo, realizamos as comparações com endométrio eutópico e lesões
ectópicas dentro dos casos, assumindo que a expressão diferencial dos genes e miRNAs
dentro das mulheres afetadas refletiria os processos da doença em oposição às diferenças
individuais na expressão e regulação dos genes. Nessa comparação, encontramos
diferença na expressão do miR-93, que no grupo de mulheres com endometriose
superficial, apresentou expressão regulada positivamente no endométrio eutópico em
comparação com lesões ectópicas. Já a expressão de miR-143, no grupo de mulheres com
endometriose profunda, apresentou expressão regulada negativamente no endométrio
eutópico em comparação com lesões ectópicas.
Sabe-se que os tipos de lesões endometrióticas são bioquimicamente distintos e,
portanto, a hipótese de que os miRNAs são diferencialmente expressos em endometriose
peritoneal superficial, endometriose infiltrante profunda e endometrioma. Nesse
contexto, uma grande crítica em trabalhos realizados nessa área é a não avaliação
molecular da endometriose nos diferentes fenótipos da doença. Até o momento, poucos
foram os trabalhos que realizaram essa distinção. Haikalis et al (2018) avaliaram
separadamente a expressão nos 3 tipos de lesão. Nesta pesquisa foram utilizadas 15
46
amostras de endometrioma, 11 de lesão superficial e 10 de lesão profunda e avaliou-se os
níveis de expressão de miR-9, miR-21, miR-424, miR-10a, miR-10b e miR-204 por
qPCR. As expressões de miR-21 e miR-424 foram significativamente menores na lesão
superficial em comparação com o endometrioma. Já a expressão do miR-10b na lesão
profunda foi significativamente menor que no endometrioma. Não houve diferença na
expressão dos seguintes miRNAs: miR-9, miR-10a e miR-204 (HAIKALIS et al., 2018).
De forma semelhante, em nossos resultados, o padrão de expressão dos miRNAs também
foi dependente do tipo de lesão endometriótica estudada.
47
CONCLUSÃO
48
6. CONCLUSÃO
Nosso trabalho pode concluir que o padrão de expressão dos genes e miRNAs é
dependente do tipo de lesão endometriótica estudada. Ainda, quanto aos miRNAs e genes
selecionados para esse estudo, observamos que o fenótipo de lesão superficial apresentou
menor expressão gênica pró-sobrevivência e miRNAs envolvidos nessa via, indicando
que esse fenótipo possui mecanismo fisiopatológico diferente em relação a endometriose
profunda e endometrioma ovariano.
As limitações do presente estudo incluem pequeno tamanho amostral e o
predomínio de endometriose em estágio III-IV, não podendo extrapolar nossos resultados
para estágios mais leves da doença. Além disso, não podemos excluir a possibilidade de
que nossas amostras de tecido contenham células não endometrióticas e, assim,
adicionamos outra fonte de variável aos nossos resultados. Ainda, não foi possível a
obtenção de amostras de pacientes sem uso de hormônios, dado o tratamento clínico
atualmente preconizado antes da cirurgia.
Os desafios para trabalhos futuros são padronizar as definições de casos e
controles, a gravidade da endometriose, a fase do ciclo menstrual, amostragem dos tecidos
e métodos laboratoriais. Portanto, exigem atenção rigorosa na elaboração do desenho do
estudo. Essas potenciais variáveis de confusão têm sido negligenciadas e, dessa forma,
dificultam as comparações entre os estudos e podem ser responsável pelos resultados
controversos.
49
REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
50
7. REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS1
AGHAJANOVA, L.; GIUDICE, L. C. Molecular evidence for differences in
endometrium in severe versus mild endometriosis. Reprod Sci, 18, n. 3, p. 229-251, 2011.
ANTON, L.; DEVINE, A.; SIERRA, L. J.; BROWN, A. G. et al. miR-143 and miR-145
disrupt the cervical epithelial barrier through dysregulation of cell adhesion, apoptosis
and proliferation. Scientific reports, 7, n. 1, 2017.
BARTEL, D. P. MicroRNAs: target recognition and regulatory functions. Cell, 136, n. 2,
p. 215-233, 2009.
BELIARD, A.; DONNEZ, J.; NISOLLE, M.; FOIDART, J. M. Localization of laminin,
fibronectin, E-cadherin, and integrins in endometrium and endometriosis. Fertil Steril,
67, n. 2, p. 266-272, 1997.
BERKER, B.; SEVAL, M. Problems with the diagnosis of endometriosis. Womens
Health (Lond), 11, n. 5, p. 597-601, 2015.
BIRMINGHAM, A. Revised American Society for Reproductive Medicine classification
of endometriosis: 1996. Fertil Steril, 67, n. 5, p. 817-821, 1997.
BRAICU, O. L.; BUDISAN, L.; BUIGA, R.; JURJ, A. et al. miRNA expression profiling
in formalin-fixed paraffin-embedded endometriosis and ovarian cancer samples.
OncoTargets and therapy, 10, 2017.
BRAZA-BOÏLS, A.; MARÍ-ALEXANDRE, J.; GILABERT, J.; SÁNCHEZ-
IZQUIERDO, D. et al. MicroRNA expression profile in endometriosis: its relation to
angiogenesis and fibrinolytic factors. Hum Reprod, 29, n. 5, p. 978-988, 2014.
BURNEY, R. O.; HAMILTON, A. E.; AGHAJANOVA, L.; VO, K. C. et al. MicroRNA
expression profiling of eutopic secretory endometrium in women with versus without
endometriosis. Mol Hum Reprod, 15, n. 10, p. 625-631, 2009.
CHAMPELY, S. (2016). Package: pwr. Retrieved from http://cran.r-
project.org/package=pwr.
CHANG, L.; ZHANG, D.; SHI, H.; BIAN, Y. et al. MiR-143 inhibits endometrial cancer
cell proliferation and metastasis by targeting MAPK1. Oncotarget, 8, n. 48, 2017.
CHEN, J.; WU, Y.; ZHANG, L.; FANG, X. et al. Evidence for calpains in cancer
metastasis. Journal of cellular physiology, 234, n. 6, 2019.
1 De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 6023.
51
CHEN, X.; CHEN, S.; XIU, Y.; SUN, K. et al. RhoC is a major target of microRNA-93-
5P in epithelial ovarian carcinoma tumorigenesis and progression. Molecular cancer, 14,
n. 1, 2015.
CHENG, W.; CHEN, L.; YANG, S.; HAN, J. et al. Puerarin suppresses proliferation of
endometriotic stromal cells partly via the MAPK signaling pathway induced by 17ß-
estradiol-BSA. PLoS One, 7, n. 9, p. e45529, 2012.
CHO, S.; MUTLU, L.; GRECHUKHINA, O.; TAYLOR, H. S. Circulating microRNAs
as potential biomarkers for endometriosis. Fertil Steril, 103, n. 5, p. 1252-1260.e1251,
2015.
COLETTE, S.; DEFRÈRE, S.; VAN KERK, O.; VAN LANGENDONCKT, A. et al.
Differential expression of steroidogenic enzymes according to endometriosis type. Fertil
Steril, 100, n. 6, p. 1642-1649, 2013.
COSAR, E.; MAMILLAPALLI, R.; ERSOY, G. S.; CHO, S. et al. Serum microRNAs as
diagnostic markers of endometriosis: a comprehensive array-based analysis. Fertility
and sterility, 106, n. 2, 2016.
CUI, X.; SUN, Y.; SHEN, M.; SONG, K. et al. Enhanced Chemotherapeutic Efficacy of
Paclitaxel Nanoparticles Co-delivered with MicroRNA-7 by Inhibiting Paclitaxel-
Induced EGFR/ERK pathway Activation for Ovarian Cancer Therapy. ACS applied
Materials
& interfaces, 10, n. 9, 2018.
DE ABREU, L. G.; ROMAO, G. S.; DOS REIS, R. M.; FERRIANI, R. A. et al. Reduced
aromatase activity in granulosa cells of women with endometriosis undergoing assisted
reproduction techniques. Gynecol Endocrinol, 22, n. 8, p. 432-436, 2006.
DE SMAELE, E.; FERRETTI, E.; GULINO, A. MicroRNAs as biomarkers for CNS
cancer and other disorders. Brain Res, 1338, p. 100-111, 2010.
DI CARLO, C.; BONIFACIO, M.; TOMMASELLI, G. A.; BIFULCO, G. et al.
Metalloproteinases, vascular endothelial growth factor, and angiopoietin 1 and 2 in
eutopic and ectopic endometrium. Fertility and sterility, 91, n. 6, 2009.
DJOKOVIC, D.; CALHAZ-JORGE, C. Angiogenesis as a therapeutic target in
endometriosis. Acta Med Port, 27, n. 4, p. 489-497, 2014.
DMOWSKI, W. P.; DING, J.; SHEN, J.; RANA, N. et al. Apoptosis in endometrial
glandular and stromal cells in women with and without endometriosis. Hum Reprod, 16,
n. 9, p. 1802-1808, 2001.
DONNEZ, J.; SMOES, P.; GILLEROT, S.; CASANAS-ROUX, F. et al. Vascular
endothelial growth factor (VEGF) in endometriosis. Hum Reprod, 13, n. 6, p. 1686-
1690, 1998.
FALCONE, T.; FLYCKT, R. Clinical Management of Endometriosis. Obstet Gynecol,
131, n. 3, p. 557-571, 2018.
52
FAN, X.; LIU, M.; TANG, H.; LENG, D. et al. MicroRNA-7 Exerts Antiangiogenic
Effect on Colorectal Cancer via ERK Signaling. The Journal of surgical research, 240,
2019.
FASSBENDER, A.; BURNEY, R. O.; O, D. F.; D'HOOGHE, T. et al. Update on
Biomarkers for the Detection of Endometriosis. Biomed Res Int, 2015, p. 130854, 2015.
FILIGHEDDU, N.; GREGNANIN, I.; PORPORATO, P. E.; SURICO, D. et al.
Differential expression of microRNAs between eutopic and ectopic endometrium in
ovarian endometriosis. Journal of biomedicine & biotechnology, 2010, 2010.
GIUDICE, L. C.; KAO, L. C. Endometriosis. Lancet, 364, n. 9447, p. 1789-1799, 2004.
GUO, S. W. Epigenetics of endometriosis. Mol Hum Reprod, 15, n. 10, p. 587-607,
2009.
GUPTA, D.; HULL, M. L.; FRASER, I.; MILLER, L. et al. Endometrial biomarkers for
the non-invasive diagnosis of endometriosis. Cochrane Database Syst Rev, 4, p.
CD012165, 2016.
GURATES, B.; BULUN, S. E. Endometriosis: the ultimate hormonal disease. Semin
Reprod Med, 21, n. 2, p. 125-134, 2003.
HA, M.; KIM, V. N. Regulation of microRNA biogenesis. Nat Rev Mol Cell Biol, 15, n.
8, p. 509-524, 2014.
HAIKALIS, M. E.; WESSELS, J. M.; LEYLAND, N. A.; AGARWAL, S. K. et al.
MicroRNA expression pattern differs depending on endometriosis lesion type. Biol
Reprod, 98, n. 5, p. 623-633, 2018.
HAMMOND, S. M. MicroRNAs as oncogenes. Curr Opin Genet Dev, 16, n. 1, p. 4-9,
2006.
HAO, Z.; YANG, J.; WANG, C.; LI, Y. et al. MicroRNA-7 inhibits metastasis and
invasion through targeting focal adhesion kinase in cervical cancer. International
journal of clinical and experimental medicine, 8, n. 1, 2015.
HAWKINS, S. M.; CREIGHTON, C. J.; HAN, D. Y.; ZARIFF, A. et al. Functional
microRNA involved in endometriosis. Mol Endocrinol, 25, n. 5, p. 821-832, 2011.
HUANG, F.; CAO, J.; LIU, Q.; ZOU, Y. et al. MAPK/ERK signal pathway involved
expression of COX-2 and VEGF by IL-1β induced in human endometriosis stromal cells
in vitro. Int J Clin Exp Pathol, 6, n. 10, p. 2129-2136, 2013.
JIA, S. Z.; YANG, Y.; LANG, J.; SUN, P. et al. Plasma miR-17-5p, miR-20a and miR-
22 are down-regulated in women with endometriosis. Hum Reprod, 28, n. 2, p. 322-330,
2013.
53
KRÁLÍČKOVÁ, M.; VETVICKA, V. Immunological aspects of endometriosis: a review.
Ann Transl Med, 3, n. 11, p. 153, 2015.
KULSHRESHTHA, R.; FERRACIN, M.; NEGRINI, M.; CALIN, G. A. et al. Regulation
of microRNA expression: the hypoxic component. Cell Cycle, 6, n. 12, p. 1426-1431,
2007.
LI, J.; ZHENG, Y.; SUN, G.; XIONG, S. Restoration of miR-7 expression suppresses the
growth of Lewis lung cancer cells by modulating epidermal growth factor receptor
signaling. Oncology reports, 32, n. 6, 2014.
LI, M. Q.; SHAO, J.; MENG, Y. H.; MEI, J. et al. NME1 suppression promotes growth,
adhesion and implantation of endometrial stromal cells via Akt and MAPK/Erk1/2 signal
pathways in the endometriotic milieu. Hum Reprod, 28, n. 10, p. 2822-2831, 2013.
LI, W.; LIU, C.; ZHAO, C.; ZHAI, L. et al. Downregulation of β3 integrin by miR-30a-
5p modulates cell adhesion and invasion by interrupting Erk/Ets‑1 network in triple-
negative breast cancer. Int J Oncol, 48, n. 3, p. 1155-1164, 2016.
LIU, H.; JIANG, Y.; JIN, X.; ZHU, L. et al. CAPN 7 promotes the migration and invasion
of human endometrial stromal cell by regulating matrix metalloproteinase 2 activity.
Reprod Biol Endocrinol, 11, p. 64, 2013.
LIU, L.; YU, X.; GUO, X.; TIAN, Z. et al. miR-143 is downregulated in cervical cancer
and promotes apoptosis and inhibits tumor formation by targeting Bcl-2. Molecular
medicine reports, 5, n. 3, 2012.
LIU, S.; ZHANG, P.; CHEN, Z.; LIU, M. et al. MicroRNA-7 downregulates XIAP
expression to suppress cell growth and promote apoptosis in cervical cancer cells. FEBS
letters, 587, n. 14, 2013.
LIU, Z.; JIANG, Z.; HUANG, J.; HUANG, S. et al. miR-7 inhibits glioblastoma growth
by simultaneously interfering with the PI3K/ATK and Raf/MEK/ERK pathways.
International journal of oncology, 44, n. 5, 2014.
LV, X.; CHEN, P.; LIU, W. Down regulation of MiR-93 contributes to endometriosis
through targeting MMP3 and VEGFA. Am J Cancer Res, 5, n. 5, p. 1706-1717, 2015.
MANOLOVA, N.; ZASHEVA, D.; STAMENOVA, M. Immunobiology of
endometriosis, 38, p. 38-50, 2011.
MAY, K. E.; VILLAR, J.; KIRTLEY, S.; KENNEDY, S. H. et al. Endometrial alterations
in endometriosis: a systematic review of putative biomarkers. Hum Reprod Update, 17,
n. 5, p. 637-653, 2011.
MEOLA, J.; DENTILLO, D. B.; ROSA E SILVA, J. C.; HIDALGO, G. O. S. et al.
RHOC: a key gene for endometriosis. Reprod Sci, 20, n. 8, p. 998-1002, 2013.
54
MORASSUTTO, C.; MONASTA, L.; RICCI, G.; BARBONE, F. et al. Incidence and
Estimated Prevalence of Endometriosis and Adenomyosis in Northeast Italy: A Data
Linkage Study. PLoS One, 11, n. 4, p. e0154227, 2016.
NGÔ, C.; NICCO, C.; LECONTE, M.; CHÉREAU, C. et al. Protein kinase inhibitors can
control the progression of endometriosis in vitro and in vivo. The Journal of pathology,
222, n. 2, 2010.
NOTHNICK, W.; ALALI, Z. Recent advances in the understanding of endometriosis: the
role of inflammatory mediators in disease pathogenesis and treatment. F1000Res, 5,
2016.
NOTHNICK, W. B.; AL-HENDY, A.; LUE, J. R. Circulating Micro-RNAs as Diagnostic
Biomarkers for Endometriosis: Privation and Promise. J Minim Invasive Gynecol, 22,
n. 5, p. 719-726, 2015.
OHLSSON TEAGUE, E. M.; VAN DER HOEK, K. H.; VAN DER HOEK, M. B.;
PERRY, N. et al. MicroRNA-regulated pathways associated with endometriosis. Mol
Endocrinol, 23, n. 2, p. 265-275, 2009.
P, S.; L, M.; C, T.; S, C. et al. MAP kinases and the inflammatory signaling cascade as
targets for the treatment of endometriosis? Expert opinion on therapeutic targets, 19,
n. 11, 2015.
PANIR, K.; SCHJENKEN, J. E.; ROBERTSON, S. A.; HULL, M. L. Non-coding RNAs
in endometriosis: a narrative review. Hum Reprod Update, 24, n. 4, p. 497-515, 2018.
PENNA, I.; DU, H.; FERRIANI, R.; TAYLOR, H. S. Calpain5 expression is decreased
in endometriosis and regulated by HOXA10 in human endometrial cells. Mol Hum
Reprod, 14, n. 10, p. 613-618, 2008.
POLINESS, A. E.; HEALEY, M. G.; BRENNECKE, S. P.; MOSES, E. K. Proteomic
approaches in endometriosis research. Proteomics, 4, n. 7, p. 1897-1902, 2004.
REKKER, K.; SAARE, M.; ROOST, A. M.; KAART, T. et al. Circulating miR-200-
family micro-RNAs have altered plasma levels in patients with endometriosis and vary
with blood collection time. Fertil Steril, 104, n. 4, p. 938-946.e932, 2015.
RODGERS, W. H.; MATRISIAN, L. M.; GIUDICE, L. C.; DSUPIN, B. et al. Patterns
of matrix metalloproteinase expression in cycling endometrium imply differential
functions and regulation by steroid hormones. J Clin Invest, 94, n. 3, p. 946-953, 1994.
ROSA E SILVA, A. C.; ROSA E SILVA, J. C.; FERRIANI, R. A. Serum CA-125 in the
diagnosis of endometriosis. Int J Gynaecol Obstet, 96, n. 3, p. 206-207, 2007.
SAARE, M.; REKKER, K.; LAISK-PODAR, T.; RAHMIOGLU, N. et al. Challenges in
endometriosis miRNA studies - From tissue heterogeneity to disease specific miRNAs.
Biochim Biophys Acta Mol Basis Dis, 1863, n. 9, p. 2282-2292, 2017.
55
SANTULLI, P.; MARCELLIN, L.; TOSTI, C.; CHOUZENOUX, S. et al. MAP kinases
and the inflammatory signaling cascade as targets for the treatment of endometriosis?
Expert opinion on therapeutic targets, 19, n. 11, 2015.
SHI, H.; SHEN, H.; XU, J.; ZHAO, S. et al. MiR-143-3p suppresses the progression of
ovarian cancer. American journal of translational research, 10, n. 3, 2018.
SHI, Y.; LUO, X.; LI, P.; TAN, J. et al. miR-7-5p suppresses cell proliferation and
induces apoptosis of breast cancer cells mainly by targeting REGγ. Cancer letters, 358,
n. 1, 2015.
SHYAMASUNDAR, S.; LIM, J.; BAY, B. miR-93 inhibits the invasive potential of
triple-negative breast cancer cells in vitro via protein kinase WNK1. International
journal of oncology, 49, n. 6, 2016.
SIRISTATIDIS, C.; NISSOTAKIS, C.; CHRELIAS, C.; IACOVIDOU, H. et al.
Immunological factors and their role in the genesis and development of endometriosis. J
Obstet Gynaecol Res, 32, n. 2, p. 162-170, 2006.
SONG, B.; TANG, Y. J.; ZHANG, W. G.; WAN, C. C. et al. MiR-143 regulates
proliferation and apoptosis of myelocytic leukemia cell HL-60 via modulating ERK1.
European review for medical and pharmacological sciences, 22, n. 11, 2018.
TOLOUBEYDOKHTI, T.; BUKULMEZ, O.; CHEGINI, N. Potential regulatory
functions of microRNAs in the ovary. Semin Reprod Med, 26, n. 6, p. 469-478, 2008.
TOLOUBEYDOKHTI, T.; PAN, Q.; LUO, X.; BUKULMEZ, O. et al. The expression
and ovarian steroid regulation of endometrial micro-RNAs. Reprod Sci, 15, n. 10, p. 993-
1001, 2008.
TOSTI, C.; PINZAUTI, S.; SANTULLI, P.; CHAPRON, C. et al. Pathogenetic
Mechanisms of Deep Infiltrating Endometriosis. Reprod Sci, 22, n. 9, p. 1053-1059,
2015.
TUMILSON, C. A.; LEA, R. W.; ALDER, J. E.; SHAW, L. Circulating microRNA
biomarkers for glioma and predicting response to therapy. Mol Neurobiol, 50, n. 2, p.
545-558, 2014.
VERNET-TOMÁS, M. E. M.; PÉREZ-ARES, C. T.; VERDÚ, N.; FERNÁNDEZ-
FIGUERAS, M. T. et al. The depolarized expression of the alpha-6 integrin subunit in
the endometria of women with endometriosis. J Soc Gynecol Investig, 13, n. 4, p. 292-
296, 2006.
VINATIER, D.; ORAZI, G.; COSSON, M.; DUFOUR, P. Theories of endometriosis.
Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol, 96, n. 1, p. 21-34, 2001.
WANG, C.; JIN, A.; HUANG, W.; TSANG, L. L. et al. Up-regulation of Bcl-2 by CD147
Through ERK Activation Results in Abnormal Cell Survival in Human Endometriosis. J
Clin Endocrinol Metab, 100, n. 7, p. E955-963, 2015.
56
WANG, L.; WANG, B.; FANG, M.; GUO, F. et al. Identification of microRNAs and
target genes involved in serous ovarian carcinoma and their influence on survival.
European journal of gynaecological oncology, 35, n. 6, 2014.
WANG, L.; WANG, Q.; LI, H.; HAN, L. Expression of MiR200a, miR93, metastasis-
related gene RECK and MMP2/MMP9 in human cervical carcinoma--relationship with
prognosis. Asian Pacific journal of cancer prevention : APJCP, 14, n. 3, 2013.
WANG, W. T.; ZHAO, Y. N.; HAN, B. W.; HONG, S. J. et al. Circulating microRNAs
identified in a genome-wide serum microRNA expression analysis as noninvasive
biomarkers for endometriosis. J Clin Endocrinol Metab, 98, n. 1, p. 281-289, 2013.
WANG, Y.; YANG, H.; ZHANG, G.; LUO, C. et al. hsa-miR-7-5p suppresses
proliferation, migration and promotes apoptosis in hepatocellular carcinoma cell lines by
inhibiting SPC24 expression. Biochemical and biophysical research communications,
561, 2021.
WEI, S.; XU, H.; KUANG, Y. Systematic enrichment analysis of microRNA expression
profiling studies in endometriosis. Iran J Basic Med Sci, 18, n. 5, p. 423-429, 2015.
WEILAND, M.; GAO, X. H.; ZHOU, L.; MI, Q. S. Small RNAs have a large impact:
circulating microRNAs as biomarkers for human diseases. RNA Biol, 9, n. 6, p. 850-859,
2012.
WITZ, C. A. Cell adhesion molecules and endometriosis. Semin Reprod Med, 21, n. 2,
p. 173-182, 2003.
WU, R.; ZHOU, W.; CHEN, S.; SHI, Y. et al. Lipoxin A4 suppresses the development
of endometriosis in an ALX receptor-dependent manner via the p38 MAPK pathway. Br
J Pharmacol, 171, n. 21, p. 4927-4940, 2014.
YANG, H.; HU, T.; HU, P.; QI, C. et al. miR‑143‑3p inhibits endometriotic stromal cell
proliferation and invasion by inactivating autophagy in endometriosis. Molecular
medicine reports, 23, n. 5, 2021.
YOSHINO, O.; OSUGA, Y.; HIROTA, Y.; KOGA, K. et al. Possible pathophysiological
roles of mitogen-activated protein kinases (MAPKs) in endometriosis. American journal
of reproductive immunology (New York, N.Y. : 1989), 52, n. 5, 2004.
YOTOVA, I. Y.; QUAN, P.; LEDITZNIG, N.; BEER, U. et al. Abnormal activation of
Ras/Raf/MAPK and RhoA/ROCKII signalling pathways in eutopic endometrial stromal
cells of patients with endometriosis. Hum Reprod, 26, n. 4, p. 885-897, 2011.
ZEITOUN, K. M.; BULUN, S. E. Aromatase: a key molecule in the pathophysiology of
endometriosis and a therapeutic target. Fertil Steril, 72, n. 6, p. 961-969, 1999.
57
ZENG, C. Y.; ZHAN, Y. S.; HUANG, J.; CHEN, Y. X. MicroRNA‑7 suppresses human
colon cancer invasion and proliferation by targeting the expression of focal adhesion
kinase. Mol Med Rep, 13, n. 2, p. 1297-1303, 2016.
ZHANG, D.; LIU, E.; TIAN, W.; ZHANG, Z. et al. MiR-93 blocks cell cycle progression
and promotes apoptosis in uterine leiomyoma cells by targeting CCND1. Anatomical
record (Hoboken, N.J. : 2007), 303, n. 9, 2020.
ZHANG, X.; ZHANG, X.; HU, S.; ZHENG, M. et al. Identification of miRNA-7 by
genome-wide analysis as a critical sensitizer for TRAIL-induced apoptosis in
glioblastoma cells. Nucleic acids research, 45, n. 10, 2017.
ZHANG, Y.; FAN, M.; ZHANG, X.; HUANG, F. et al. Cellular microRNAs up-regulate
transcription via interaction with promoter TATA-box motifs. RNA, 20, n. 12, p. 1878-
1889, 2014.
ZHENG, B.; XUE, X.; ZHAO, Y.; CHEN, J. et al. The differential expression of
microRNA-143,145 in endometriosis. Iran J Reprod Med, 12, n. 8, p. 555-560, 2014.
ZHOU, K.; LUO, X.; WANG, Y.; CAO, D. et al. MicroRNA-30a suppresses tumor
progression by blocking Ras/Raf/MEK/ERK signaling pathway in hepatocellular
carcinoma. Biomedicine & pharmacotherapy = Biomedecine & pharmacotherapie,
93, 2017.
ZHOU, M.; FU, J.; XIAO, L.; YANG, S. et al. miR-196a overexpression activates the
MEK/ERK signal and represses the progesterone receptor and decidualization in eutopic
endometrium from women with endometriosis. Hum Reprod, 31, n. 11, p. 2598-2608,
2016.
ZHOU, W. D.; CHEN, Q. H.; CHEN, Q. X. [The action of p38 MAP kinase and its
inhibitors on endometriosis]. Yao Xue Xue Bao, 45, n. 5, p. 548-554, 2010.
ZONDERVAN, K. T.; BECKER, C. M.; KOGA, K.; MISSMER, S. A. et al.
Endometriosis. Nat Rev Dis Primers, 4, n. 1, p. 9, 2018.
58
8. ANEXOS
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOE PARA GUARDA
DE MATERIAL BIOLÓGICO
Título da pesquisa: "Expressão diferencial de genes e microRNAs relacionados
com as vias de adesão e apoptose em lesões profundas e superficiais de pacientes com
endometriose".
Pesquisadores responsáveis: Prof Dr. Julio César Rosa e Silva (tel: (16) 3602-2488)
Luana Grupioni Lourenço Antônio (tel: (16)992015281)
O(a) senhor(a) está sendo convidado(a) a participar, como voluntário, em uma
pesquisa. Após ser esclarecido(a) sobre as informações a seguir, no caso de aceitar fazer
parte deste estudo, assine ao final deste documento em duas vias. Caso o(a) senhor(a) não
aceite participar da pesquisa, não será penalizado(a) de forma alguma e seu atendimento
não será prejudicado na Instituição.
O objetivo da pesquisa é entender a etiopatogenia da endometriose, de forma a
colaborar para que futuramente novas formas de tratamento possam beneficiar as
pacientes com esta doença.
Caso concorde em participar, o (a) senhor(a) deverá permitir a coleta de biópsia
que ocorrerá no ato da laparoscopia para tratamento da endometriose e, com sua
permissão, haverá a guarda do material biológico que sobrar desse procedimento
realizado em nosso hospital (HC-FMRP).
Os riscos ou desconfortos da pesquisa são alguns incômodos como dor e sensação
desagradável na região após acordar da anestesia. Em geral, esses sintomas são bem
tolerados e passam rapidamente.
Ainda, é importante esclarecer que o consentimento para uso de materiais
biológicos em pesquisas não resulta em privilégios ou benefícios econômicos para a
senhora e que, infelizmente, não podemos garantir que essas informações lhe trarão
benefício direto e imediato.
Sua participação nesta pesquisa é voluntária e o(a) senhor(a) tem liberdade de
deixar de participar a qualquer momento, é só avisar algum dos pesquisadores. Caso não
aceite participar o seu tratamento no Hospital será o mesmo.
59
Será mantido sigilo absoluto dos dados obtidos individualmente neste estudo, para
assegurar a privacidade dos participantes. Caso o(a) senhor(a) se sinta prejudicado em
participar desta pesquisa, o(a) senhor(a) poderá buscar indenização de acordo com as
normas vigentes no país.
Os pesquisadores estarão disponíveis para qualquer dúvida a qualquer momento
durante o estudo e o sr.(a) tem a garantia de acesso aos resultados da pesquisa.
Caso tenha dúvidas sobre aspectos éticos desta pesquisa o(a) senhor(a) também
poderá entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da
faculdade de Medicina de Ribeirão Preto pelo telefone (16) 3602-2228.
Esta pesquisa está vinculada ao biorrepositório de Endometriose criado no
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ou na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-
USP com o objetivo de guardar amostras de tecido e sangue de pacientes com
endometriose a fim de enriquecer o conhecimento da etiopatologia dessa doença, sendo
de grande importância para propor novos alvos terapêuticos. Gostaríamos de convidá-lo
(a) a autorizar a coleta, o depósito, o armazenamento e a utilização do material biológico
humano de tecido e sangue de pacientes com endometriose para fins de pesquisa e análise
científica.
Este material será coletado durante a laparoscopia para tratamento da
endometriose em nitrogênio líquido. Após coletado será guardado em biorrepositório em
freezer -80°C alocado no laboratório de Biologia da Reprodução desta instituição (Tel
(16)33100577; Avenida Bandeirantes, 3900 - Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14049-
900),onde as amostras serão armazenadas por alguns meses.Os pesquisadores
responsáveis pela equipe se comprometem a identificar as amostras e os dados coletados
de modo que garanta o seu sigilo e a sua confidencialidade, para isso a sua amostra de
sangue e tecido serão identificadas por meio de códigos alfanuméricos.
Quanto ao sangue, será coletado 5mL de sangue através da introdução de uma
agulha fina em uma veia do seu braço. Essa quantidade corresponde a cerca de uma colher
de sopa de água, e não tem potencial para causar prejuízos a um indivíduo adulto. Em
decorrência da coleta pode haver pequeno sangramento no local, de forma a gerar uma
pequena região roxa que, na maioria das vezes, desaparece em três a quatro dias.
Sua participação é voluntária, tendo liberdade de aceitar ou não que sua amostra
seja guardada, sem risco de qualquer penalização ou prejuízo no atendimento que lhe for
60
prestado. O (A) Sr. (a) também tem o direito de retirar seu consentimento de guarda e
utilização do material biológico armazenado a qualquer momento.
Solicitamos também os dados de contato do(a) senhor(a), para que seja possível
encontrá-lo(a) posteriormente. Através dos contatos, garantimos fornecer as informações
de seu interesse, além de receber eventuais benefícios provenientes do estudo com seu