ENDOMETRIOSE E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES CONGELADOS: IMPACTO DO PREPARO ENDOMETRIAL E DOS NÍVEIS DE PROGESTERONA NOS DESFECHOS OBSTÉTRICOS

In: Perspectivas em Saúde: Ciência, Cuidado e Inovação · 2026 · doi:10.56238/sevened2026.027-058 · W7221516108
OA: hybrid CC0
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This integrative review of frozen embryo transfer in women with endometriosis or adenomyosis found that individualized endometrial preparation and specific progesterone timing influence obstetric outcomes.

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This integrative review analyzed four retrospective studies to evaluate the impact of endometrial preparation and serum progesterone levels on obstetric outcomes in women with endometriosis or adenomyosis undergoing frozen embryo transfer. The authors found that endometriosis was not consistently associated with lower progesterone concentrations, although specific timing of progesterone assessment correlated with higher clinical pregnancy and live birth rates. While no universal superiority was demonstrated between natural and artificial cycle preparations, elevated progesterone levels were linked to live births in patients with adenomyosis receiving hormonal protocols. This paper is centrally about endometriosis and adenomyosis — specifically examining their influence on assisted reproductive technology outcomes via endometrial preparation strategies and progesterone monitoring.

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Abstract

A endometriose está associada à infertilidade e pode influenciar os resultados da reprodução assistida por diferentes mecanismos anatômicos, inflamatórios e hormonais. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências sobre a transferência de embriões congelados (FET) em mulheres com endometriose e/ou adenomiose, com enfoque nas estratégias de preparo endometrial, nas concentrações séricas de progesterona e nos desfechos reprodutivos e obstétricos. Foi realizada busca na base PubMed, em setembro de 2026, utilizando os descritores “Frozen Embryos” e “Endometriosis”, combinados pelo operador AND, considerando estudos publicados entre 2021 e 2026. Dos 41 estudos identificados, quatro estudos observacionais retrospectivos atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados demonstraram que a endometriose não esteve associada de forma consistente a menores concentrações séricas de progesterona. Entretanto, níveis de progesterona avaliados em momentos específicos do ciclo apresentaram associação com maiores taxas de gravidez clínica e nascimento vivo, especialmente em determinados subgrupos. Além disso, o tipo de preparo endometrial esteve relacionado a alguns desfechos obstétricos em mulheres com endometriose, embora não tenha sido demonstrada superioridade universal de ciclos naturais ou artificiais. Entre pacientes com adenomiose submetidas a ciclos hormonais, concentrações mais elevadas de progesterona estiveram associadas ao nascimento vivo. Conclui-se que a escolha do preparo endometrial em mulheres com endometriose deve ser individualizada, considerando a presença de adenomiose, o protocolo utilizado e o momento da avaliação da progesterona. São necessários estudos prospectivos e ensaios clínicos para estabelecer parâmetros hormonais e estratégias de preparo mais precisos para essa população.
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ENDOMETRIOSE E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES CONGELADOS: IMPACTO DO PREPARO ENDOMETRIAL E DOS NÍVEIS DE PROGESTERONA NOS DESFECHOS OBSTÉTRICOS DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2026.027-058Palavras-chave: Endometriose, Reprodução Assistida, Transferência de Embriões Congelados, Progesterona, Preparo EndometrialResumo A endometriose está associada à infertilidade e pode influenciar os resultados da reprodução assistida por diferentes mecanismos anatômicos, inflamatórios e hormonais. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências sobre a transferência de embriões congelados (FET) em mulheres com endometriose e/ou adenomiose, com enfoque nas estratégias de preparo endometrial, nas concentrações séricas de progesterona e nos desfechos reprodutivos e obstétricos. Foi realizada busca na base PubMed, em setembro de 2026, utilizando os descritores “Frozen Embryos” e “Endometriosis”, combinados pelo operador AND, considerando estudos publicados entre 2021 e 2026. Dos 41 estudos identificados, quatro estudos observacionais retrospectivos atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados demonstraram que a endometriose não esteve associada de forma consistente a menores concentrações séricas de progesterona. Entretanto, níveis de progesterona avaliados em momentos específicos do ciclo apresentaram associação com maiores taxas de gravidez clínica e nascimento vivo, especialmente em determinados subgrupos. Além disso, o tipo de preparo endometrial esteve relacionado a alguns desfechos obstétricos em mulheres com endometriose, embora não tenha sido demonstrada superioridade universal de ciclos naturais ou artificiais. Entre pacientes com adenomiose submetidas a ciclos hormonais, concentrações mais elevadas de progesterona estiveram associadas ao nascimento vivo. Conclui-se que a escolha do preparo endometrial em mulheres com endometriose deve ser individualizada, considerando a presença de adenomiose, o protocolo utilizado e o momento da avaliação da progesterona. São necessários estudos prospectivos e ensaios clínicos para estabelecer parâmetros hormonais e estratégias de preparo mais precisos para essa população. Referências 1. Becker CM, Bokor A, Heikinheimo O, Horne A, Jansen F, Kiesel L, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009. doi:10.1093/hropen/hoac009. 2. Zondervan KT, Becker CM, Missmer SA. Endometriosis. N Engl J Med. 2020;382(13):1244-1256. doi:10.1056/NEJMra1810764. 3. Chapron C, Marcellin L, Borghese B, Santulli P. Rethinking mechanisms, diagnosis and management of endometriosis. Nat Rev Endocrinol. 2019;15(11):666-682. doi:10.1038/s41574-019-0245-z. 4. American Society for Reproductive Medicine. Endometriosis and infertility: a committee opinion. Fertil Steril.2012;98(3):591-598. doi:10.1016/j.fertnstert.2012.05.031. 5. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Endometriose profunda e infertilidade [Internet]. São Paulo: FEBRASGO; 2026 [citado 24 set. 2026]. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/noticia/endometriose-profunda-e-infertilidade 6. Yu EH, Lee HJ, Lee S, Yoon HJ, Kim SC, Joo JK, et al. Obstetric outcomes following artificial and natural cycle frozen embryo transfer in patients with and without endometriosis: a national cohort study. BMC Pregnancy Childbirth.2025;25(1):1047. doi:10.1186/s12884-025-08314-4. 7. Bourdon M, Sorel M, Maignien C, Guibourdenche J, Patrat C, Marcellin L, et al. Progesterone levels do not differ between patients with or without endometriosis/adenomyosis, both in those who conceive after hormone replacement therapy-frozen embryo transfer cycles and those who do not. Hum Reprod. 2024;39(8):1692-1700. doi:10.1093/humrep/deae114. 8. Sachs-Guedj N, Coroleu B, Álvarez M, García Martínez S, Polyzos NP. Serum progesterone concentrations and subcutaneous progesterone supplementation in endometriosis: artificial cycle frozen embryo transfer. Reprod Biomed Online. 2025;51(6):105107. doi:10.1016/j.rbmo.2025.105107. 9. Angelini E, Grecchi G, Vanni VS, Pagliardini L, Ferrari SM, Candiani M, et al. Serum progesterone concentrations in frozen embryo transfer in women with adenomyosis and endometriosis: a retrospective cohort study. Reprod Biol Endocrinol. 2026;24(1):71. doi:10.1186/s12958-026-01567-4. Downloads Publicado Edição Seção Licença Direitos autorais (c) 2026 Luana Novaes de Almeida, Luana Yumi Salvador, Ereni Oliveira Francisco, Laylla Ferreira Brazão, Hugo Seije Miranda Kaminice, Júlia Milagres Rodrigues, Isis Estevam Massa, Guilherme César de Freitas Cayres, Tacyana de Gois Martins, Mariana Pires Mutra Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

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