Mulheres convivendo com endometriose: percepções sobre a doença

In: Ciência & Saúde · 2018 · vol. 11(3) , pp. 190 · doi:10.15448/1983-652x.2018.3.28681 · W2897842133
article OA: diamond CC0 ⤵ 3 in-corpus citations
AI-generated summary by claude@2026-06, 2026-06-06

This study explored women's knowledge of endometriosis and their perceptions of quality of life post-diagnosis, finding most participants had limited understanding of the disease and viewed its impact negatively.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

AI-generated deep summary by claude@2026-06, 2026-06-06 · read from full text

This qualitative exploratory descriptive study investigated the knowledge and perceptions about quality of life after diagnosis among 13 women aged 18 to 46 years followed in a university hospital’s Pelvic Pain and Endometriosis service. Most participants reported a 1–4 year disease duration, belonged to the middle class, used contraceptive methods, had no infertility diagnosis, had irregular menstrual cycles, and had a history of prior pregnancy with many reporting abortions. The key finding was that most women did not know the disease affecting them and reported living with pain and the possibility of infertility, perceiving changes from the disease negatively. Limitations were that the study’s small, single-setting sample limits generalizability beyond these participants. This paper is centrally about endometriosis — it examines women’s perceptions and knowledge of endometriosis and how they experience quality of life after diagnosis.

Read from the paper's body, not the abstract. Not a substitute for reading the paper. No clinical advice. How this works

Abstract

Objetivos: Identificar o conhecimento de mulheres que convivem com endometriose a respeito da doença e ponderar suas percepções sobre a qualidade de vida pós-diagnóstico.Materiais e Métodos: Estudo exploratório, descritivo, qualitativo, realizado no Setor de Dor Pélvica e Endometriose do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia de um hospital universitário. Participaram da pesquisa 13 mulheres com idade entre 18 e 46 anos.Resultados: A maioria das mulheres pertencia à faixa etária entre 30 a 39 anos, com tempo de doença entre 1 a 4 anos, pertencentes à média classe-média, em uso de método contraceptivo, sem diagnóstico de infertilidade, com ciclo menstrual irregular e com histórico pregresso de gravidez (a maioria com abortos). As participantes da pesquisa não conhecem a doença que lhes aflige, vivem em companhia da dor e da possível infertilidade.Conclusões: As mulheres incluídas nesta pesquisa, em sua maioria, não conhecem a doença com a qual convivem e percebem as mudanças advindas da doença de forma negativa.
Full text 8,711 characters · extracted from oa-doi-fallback · click to expand
Mulheres convivendo com endometriose: percepções sobre a doença DOI: https://doi.org/10.15448/1983-652X.2018.3.28681Palavras-chave: endometriose, assistência integral à saúde, saúde da mulher.Resumo Objetivos: Identificar o conhecimento de mulheres que convivem com endometriose a respeito da doença e ponderar suas percepções sobre a qualidade de vida pós-diagnóstico. Materiais e Métodos: Estudo exploratório, descritivo, qualitativo, realizado no Setor de Dor Pélvica e Endometriose do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia de um hospital universitário. Participaram da pesquisa 13 mulheres com idade entre 18 e 46 anos. Resultados: A maioria das mulheres pertencia à faixa etária entre 30 a 39 anos, com tempo de doença entre 1 a 4 anos, pertencentes à média classe-média, em uso de método contraceptivo, sem diagnóstico de infertilidade, com ciclo menstrual irregular e com histórico pregresso de gravidez (a maioria com abortos). As participantes da pesquisa não conhecem a doença que lhes aflige, vivem em companhia da dor e da possível infertilidade. Conclusões: As mulheres incluídas nesta pesquisa, em sua maioria, não conhecem a doença com a qual convivem e percebem as mudanças advindas da doença de forma negativa. Referências Fuldeore MJ, Soliman AM, Prevalence and symptomatic burden of diagnosed endometriosis in the United States: national estimates from a cross-sectional survey of 59,411 women. Gynecol Obstet Invest. 2017;82(5):453-61. https://doi.org/10.1159/000452660 Dunselman GA, Vermeulen N, Becker C, Calhaz-Jorge C, D’Hooghe T, De Bie B, Heikinheimo O, Horne AW, ,Kiesel L, Nap A, Prentice A, Saridogan E, Soriano D, Nelen W. ESHRE guideline: management of women with endometriosis. Hum Reprod. 2014;29(3):400-12. https://doi.org/10.1093/humrep/det457 Chaman-Ara K, Bahrami MA, Moosazadeh M, Bahrami E. Quality of life in women with endometriosis: a systematic review and metaanalysis. WCRJ. 2017;4(1):e839. Fourquet J, Sinaii N, Stratton P, Khayel F, Alvarez-Garriga C, Bayona M, Ballweg ML, Flores I. Characteristics of women with endometriosis from the USA and Puerto Rico. J Endometr Pelvic Pain Disord. 2015;7(4):129-35. Bellelis P, Dias Jr JA, Podgaec S, Gonzales M, Baracat EC, Abrão MS. Aspectos epidemiológicos e clínicos da endometriose pélvica: uma série de casos. Rev Assoc Med Bras. 2010;56(4):467-71. https://doi.org/10.1590/S0104-42302010000400022 Flores RC, Lara EB, Corral LCQ, Chaib RAI, Pérez LO, González Díaz OA, Flores RC. Quality of life in women with endometriosis pelvic pain treated with the levonorgestrel-releasing intrauterine system. Open J Obstet Gynecol. 2015;5:167-72. https://doi.org/10.4236/ojog.2015.53023 Silva CN, Costa P, Martins C, Barat S, Alho C, Jorge CC, Osorio F. Validation of the Portuguese Version of EHP-30 (The Endometriosis Health Profile-30). Acta Med Port. 2015;28:347-56. https://doi.org/10.20344/amp.5778 De Graaff AA, D’Hooghe TM, Dunselman GAG, Dirksen CD, Hummelshoj L, Simoens S. The significant effect of endometriosis on physical, mental and socialwellbeing: results from an international cross-sectional survey. Hum Reprod. 2013;28(10):2677-85. https://doi.org/10.1093/humrep/det284 São Bento PA, Moreira MC. Even silence has an end: informative study on endomentriosis and its signs/symptoms. J Nurs UFPE on line. 2014;8(2):457-63. https://doi.org/10.5205/reuol.4688-38583-1-RV.0802201429 Abreu R. A endometriose rouba o direito da mulher de ser Mulher! Revista PQN. 2015;11(35):49-56. Silva ADR. Endometriose e Infertilidade: o papel do tratamento cirúrgico pélvico a ciclos de procriação medicamente assistida [dissertação]. Porto: Universidade do Porto; 2012. Moradi M, Parker M, Sneddon A, Lopez V, Ellwood D. Impact of endometriosis on women’s lives: a qualitative study. BMC Womens Health. 2014;14:123. https://doi.org/10.1186/1472-6874-14-123 Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009. Minson FP, Abrão MS, Sardá Júnior J, Kraychete DC, Podgaec S, Assis FD. Importância da avaliação da qualidade de vida em pacientes com endometriose. Rev Bras Ginecol Obstet. 2012:34(1):11-5. Podgaec S. Manual de endometriose. São Paulo: FEBRASGO; 2014. Santos TM, Pereira AM, Lopes RG, Depes DB. Tempo transcorrido entre o início dos sintomas e o diagnóstico de endometriose. Einstein. 2012;10(1):39-43. https://doi.org/10.1590/S1679-45082012000100009 Aguiar A, Capela E, Caramelo O, Costa AR, Ferreira J, Guerra A, Marques AL, Relvas A, Jorge CC. Endometriose: recomendações de consenso nacionais- clínica e diagnóstico. Acta Obstet Ginecol Port. 2016;10(2):162-72. Carvalho MJ, Barbosa A, Couto D, Geraldes F, Vilhena I, Reis JL, Damasceno J, Figueiredo S, Águas F. Endometriose: recomendações de consenso nacionais – tratamento médico. Acta Obstet Ginecol Port. 2016;10(3):257-67. Brasil (BR). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico; 1988. Brasil (BR). Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 [Internet]. 1990 [capturado 2013 Dez 19]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm Cunha ACO. O direito à informação em saúde do paciente do sistema único de saúde- SUS no Rio Grande do Sul [projeto de pesquisa]. Porto Alegre: FIOCRUZ; 2012. Romão APMS. O impacto da ansiedade e depressão na qualidade de vida de mulheres com dor pélvica crônica [dissertação]. Ribeirão Preto: USP; 2008. Rodrigues PSC, Silva TASM, Souza MMT. Endometriose – importância do diagnóstico precoce e atuação da enfermagem para o desfecho do tratamento. Rev Pró-UniverSUS. 2015;6(1): 13-6. Barbosa DAS, Oliveira AM. Endometriose e seu impacto na fertilidade feminina. Saúde Ciênc Ação. 2015;1(1):43-56. Donatti L, Ramos DG, Andres MP, Passman LJ, Podgaec S. Pacientes com endometriose que utilizam estratégias positivas de enfrentamento apresentam menos depressão, estresse e dor pélvica. Einstein. 2017;15(1):65-70. https://doi.org/10.1590/s1679-45082017ao3911 Martin CE, Johnson E, Wechter ME, Leserman J, Zolnoun DA. Catastrofização: um preditor de dor persistente entre mulheres com endometriose em 1 ano. Hum Reprod. 2011;26(11):3078-84. https://doi.org/10.1093/humrep/der292 Sekula VG. Impacto do tratamento cirúrgico laparoscópico na qualidade de vida de mulheres portadoras de endometriose profunda [dissertação]. São Paulo: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; 2010. Silva MPC, Marqui ABT. Qualidade de vida em pacientes com endometriose: um estudo de revisão. Rev Bras Promoç Saúde, 2014;7(3):413-21. Facchin F, Barbara G, Saita E, Mosconi P, Roberto A, Fedele L, Vercellini P. Impact of endometriosis on quality of life and mental health: pelvic pain makes the difference. J Psychosom Obstet Gynaecol. 2015;36(4):135-41. Downloads Publicado Edição Seção Licença DIREITOS AUTORAIS A submissão de originais para a Ciência & Saúde implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos da revista sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente a Ciência & Saúde como o meio da publicação original. LICENÇA CREATIVE COMMONS Em virtude de ser uma revista de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações científicas e educacionais, desde que citada a fonte. De acordo com a Licença Creative Commons CC-BY 4.0, adotada pela Ciência & Saúde o usuário deve respeitar os requisitos abaixo. Você tem o direito de: Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato. Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercialmente. Porém, somente de acordo com os termos seguintes: Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de maneira alguma que sugira que a Ciência & Saúde apoia você ou o seu uso. Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita. Avisos: Você não tem de cumprir com os termos da licença relativamente a elementos do material que estejam no domínio público ou cuja utilização seja permitida por uma exceção ou limitação que seja aplicável. Não são dadas quaisquer garantias. A licença pode não lhe dar todas as autorizações necessárias para o uso pretendido. Por exemplo, outros direitos, tais como direitos de imagem, de privacidade ou direitos morais, podem limitar o uso do material. Para mais detalhes sobre a licença Creative Commons, siga o link no rodapé desta página eletrônica.

Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below. Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can have broken hyphenation. The publisher copy (via DOI) is the canonical version.

My notes (saved in your browser only)

Ask this paper AI returns verbatim quotes from the full text · source: oa-doi-fallback

Answers must be backed by verbatim quotes from this paper's full text. Hallucinated quotes are dropped automatically; if no verbatim passage answers the question, we say so. How this works

Citation neighborhood

Papers in the corpus that this work cites (lower rings, blue) and that cite this one (upper rings, green). Dot size scales with the paper's in-corpus citation count — bigger dot = more influential within the endo/adeno field. Click a dot to open that paper. [ expand to 2 hops ] — adds papers reached through this work's immediate citers/citees. Heavier; up to 60 extra dots.

References (13)

Cited by (3)

Source provenance

openalex
last seen: 2026-06-04T00:00:01.174412+00:00
License: CC0 · commercial use OK